crise

Não tenho a pretensão de ensinar seja o que for com este artigo ou com qualquer outra coisa que divulgue; apenas transmito a minha experiência e o que a minha consciente limitação consegue enxergar, neste período de mudança.

Vive-se a época mais deslumbrante da história da humanidade, e apesar disso, nunca houve tanta insatisfação no mundo. Na verdade, as mudanças acontecem a uma velocidade estonteante, criando uma grande confusão em todos que resistem a nova realidade.

Apesar de fazer parte daquele grupo de pessoas, que em certa altura da sua vida, compreenderam que nada era o que parecia, e que a aparência ilusória da matéria os tinha levado a um beco sem saída (crise); por necessidade vital, fui forçado a abrir a mente e ampliar a consciência, acabando por enxergar uma oportunidade onde antes só existia o caos.

Todos sabemos que nesta época muitas pessoas em todas as partes do mundo passam dificuldades de toda espécie; não só de falta de recursos materiais, mas também perdidos no mundo da depressão, ansiedade, vagueando sem rumo, sem a esperança de que uma luz surja no fundo do túnel, incapazes de por si resolverem os simples problemas do quotidiano.

Oiço muitas vezes comentários do género…, “os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres”. Não é para comentar isso que escrevo estas linhas, embora concorde que o fosso entre a riqueza e a pobreza se alarga a cada segundo que passa; e que não há sistema económico ou político que possa travar isso. Esta realidade mostra-nos claramente a ignorância ilusória, em que o mundo ainda se encontra mergulhado, que apesar de pertencermos todos à mesma espécie divina, e por essa razão nascermos naturalmente na abundância, ainda há quem viva mergulhado na falta, ansiosos, deprimidos em sofrimento, por não sabermos viver no fluxo harmonioso com a prosperidade natural, que em seu movimento cósmico, nos empurra sem cessar para a frente e para cima. Enfim…, o fosso que separa a pobreza, ansiedade, depressão, sofrimento; do bem-estar da abundância e realização é a ignorância.

O fosso chama-se ignorância. Uma crise é uma bênção – será que o ser humano é ignorante? Claro que não…, nunca existiram tantos doutores, engenheiros e outros superiormente especializados, na história do mundo e da humanidade. O problema é que todo esse conhecimento e especialização, por ter origem num paradigma materialista dualista, outrora próspero, hoje encontra-se caduco e limitante para o homem da nova era, criando por si, frustração, ansiedade e sofrimento atroz, muitas vezes só apaziguado com drogas perigosas.

Uma crise é energia em potência, resultante da resistência ao crescimento contínuo. Não importa de que crise se fale, se é social económica ou pessoal, todas elas resultam da resistência ao crescimento natural, que nos leva à realização em abundância.

Porque é que as crises se tornaram cíclicas tanto na economia dos países como nas vidas pessoais? Não pretendo “dar uma de sabichão”, porque temos os nossos especialistas nessas matérias, que até hoje não encontraram uma solução perfeita e criativa. Apenas posso falar das minha experiência, com as crises que fui criando ao longo da minha existência. “A árvore conhece-se pelo fruto” e fraca seria a minha participação neste mundo, se as crises não tivessem sido ao longo da minha existência as minhas grandes chances (bênçãos).

É preciso uma crise para que exista uma bênção? Houve tempos que achei que sim. Até cheguei a viver na expectativa de uma crise, para saborear a bênção. Mas hoje sei quanto estúpido é resistir ao fluxo natural que me conduz inevitavelmente à realização, também conhecido pelo sucesso. Aí não há lugar as crises – tudo obedece ao fluxo.

O que nos leva a resistir ao fluxo natural da abundância (sucesso)? Basicamente a ignorância, baseada numa filosofia materialista separatista, que já não tem capacidade para satisfazer a humanidade atual. Essa é a principal razão do crescimento galopante dos ansiosos no mundo atual.

Quando ganhei a consciência da ilusão da matéria, que os meus fracos sentidos me mostram, uma nova visão sem órgão despertou em mim e ajudou-me a enxergar uma realidade muito mais ampla e abrangente. Uma realidade sem bom nem mau, onde tudo obedece a uma ordem perfeita. Aí inicia-se uma migração consciente da já caduca filosofia materialista limitante, para uma filosofia bem mais ampla e abrangente, não limitada na ilusão dos sentidos, mostrada por mestres e sábios ao longo da existência da humanidade e hoje tão bem explicada pela moderna mecânica quântica através do famoso efeito observador.

Onde se pode estudar esta nova filosofia que mostra uma bênção onde só enxergamos crise e caos? Hoje este conhecimento está ao alcance de todos na internet. Basta entrar na biblioteca de o Ativista da Nova Era http://ativistadanovaera.ning.com/page/biblioteca para encontrar centenas de obras, que teoricamente mostram uma realidade auto consciente. Mas além dessa literatura existem espaços por todo o mundo, à semelhança da Casas Escolas António Shiva, um aspaço acessível a todos, que procuram um sentido para a vida.  Que além de programas pré-estabelecidos de expansão da consciência destinados a pequenos grupos, existem também programas de reciclagem pessoal, criados à medida do cliente, além de um leque variado de cursos práticos.

O mundo já mudou e uma crise é reflexo da resistência a essa mudança.

Convido-te a colocares dúvidas ou questões que desejas ver esclarecidas, aguardo na expectativa.

António Teixeira Fernandes

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