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Ansiedade – a origem do sofrimento

Ansiedade – a origem do sofrimento

“O REI VAI NU”
Conto popular

Ainda na sequência da formação de março para profissionais facilitadores do bem-estar e qualidade de vida, volto a tocar no ponto fulcral do sofrimento do homem moderno. “O rei vai nu”. Continuamos cegos e surdos a insistir tapar o sol com a peneira, não querendo enxergar o óbvio. Usamos todo o tipo de drogas para conseguir um sofrimento menos doloroso, em vez de entrarmos em harmonia com a vida.

É urgente ficar-se ciente que nenhuma droga vai anular a infelicidade ou o sofrimento. O mais que se pode conseguir é ficar ainda mais inconsciente da realidade, ou seja, com mais do que já cria o insuportável sofrimento. Porque o sofrimento ou infelicidade já é um estado de inconsciência. É-se infeliz porque não se está ciente do que se está a fazer nem do que se pensa, nem do que se sente. Qualquer droga legal ou ilícita só vai tornar mais inconsciente quem a usa. E por isso, com mais sofrimento.

Atenção, é preciso esclarecer que quando falo de drogas não me refiro às proibidas, essas são as que menos mal produzem na humanidade. Apesar de serem uma espécie de folclore com que se distraem as massas, também servem muitas vezes como o grito do “o Rei vai Nu” para o mundo de zumbis ou mortos vivos, que detêm o poder governam este mundo. Existem mil e uma drogas “estorva sofrimento”. Não são só somente as receitadas pelos “testa de ferro” da indústria da doença e o álcool; todas as religiões; as redes sociais; o sucesso; o sexo; as relações; o poder; etc.; também são usados como o ópio para anular o sofrimento. Claro o ópio ou as várias marcas de ópio não anulam a ansiedade ou o sofrimento, apenas o adormecem, ao mesmo tempo que estimulam um crescimento cada dia maior do sofrimento, através da ansiedade.

Como sair da ansiedade ou sofrimento? Tomar consciência do ridículo que é alimentarmos as nossas fontes de dor e sofrimento é o primeiro e grande passo. Logo que se esteja ciente que alimentar uma dor ou mágoa é uma atitude pouco inteligente, começamos a percorrer o caminho que nos traz de volta para casa. Estar ciente é única forma de sair da ansiedade ou estado de inconsciência. Somos infelizes porque não estamos conscientes do que fazemos e pensamos.

É muito simples ter uma vida de qualidade. E resume-se a entrar no fluxo da vida em vez de estupidamente lutar contra o que não se pode mudar.

Como fazer? Antes de tudo é importante esclarecer os grandes equívocos com que a humanidade tem vindo a ser burlada (sem se mudar esses infelizes preconceitos jamais entraremos no fluxo e processo da vida «nos reinos dos Ceus» “como dizia o mestre Jesus”).

“Estabilidade” a Grande Burla – com que são enganados os tolos mais adormecidos. Esta burla é a âncora de todos os preconceitos que constroem o sofrimento (ansiedade) e roubam a vida ao homem moderno. Procura-se estabilidade em tudo, no casamento, nas finanças, no emprego, etc.,

Porque é a grande burla? Somos incitados em procurar estabilidade, quando no universo nada é estável. Tudo é movimento, nem na morte existe estabilidade. É urgente descartar a estabilidade das nossas vidas, para que a nossa caminhada seja uma prazerosa aventura, sempre na expectativa das bênçãos que nos traz cada momento do dia.

Quando descartamos a falsa ilusão de estabilidade da nossa realidade, ficamos confiantes e perdemos a necessidade de controlar; e por consequência embarcamos na vida. O único lugar que é bom estar.

Basta para isso uma postura de aceitação em relação à vida para que rapidamente se entre num estado de graça. Infelizmente a aceitação é ainda confundida com tolerância, uma atitude oposta que leva quem a usa à autodestruição. Aceitação é um ato de amor e inteligente enquanto tolerância é arrogância.

Se assim não fosse não existiria insegurança em relação à única coisa que nunca nos abandona: o fluxo e o sentido da vida. É preciso despertar do estado de sonho de olhos abertos. Só despertos podemos estar conscientes do que fazemos, pensamos e sentimos.

Não é certamente com drogas que temos acesso à felicidade e à verdadeira alegria de viver. Não existe qualquer tipo de segredo para se ser alegre e feliz. O único “segredo” é viver conscientemente. E todos os mestres e budas que passaram por esta terra foram unânimes na receita, apesar das formas diferentes. Estar consciente (vigilantes) é a receita.

Para ilustrar o sofrimento do homem moderno temos o conto infantil “o Rei vai nu”

Conta-se que em tempos já lá vão, existiu um rei muito inseguro que morria de medo que alguém notasse a sua insegurança. Para que ninguém se apercebesse de sua insegurança, ele vestia-se de forma muito espampanante. Preferia que lhe chamassem vaidoso ou excêntrico que medroso. Por isso usava sempre roupas muito vistosas e que ninguém conseguisse igualar. 

Apercebendo-se das fragilidades do pobre rei, um dia vieram ter com ele dois habilidosos manipuladores que lhe falaram assim:

– Majestade, sabemos que gosta de andar sempre muito bem vestido – vestido como ninguém e bem o mereceis! Descobrimos um tecido muito belo e de tal qualidade que os tolos não são capazes de o ver. Com um fato assim Vossa Majestade poderá distinguir as pessoas inteligentes dos tolos, parvos e estúpidos que não servirão para a vossa corte.

Oh! Mas é uma descoberta espantosa! – retorquiu o rei. Tragam já esse tecido e façam-me o fato; quero ver as qualidades das pessoas que tenho ao meu serviço.

Os dois burlões tiraram as medidas e, umas semanas depois, voltam ao palácio apresentando-se ao rei dizendo:

– Aqui está o fato de Vossa Majestade.

O rei não via nada, mas como não queria passar por parvo, respondeu:

– Oh! Como é belo!

Então os dois burlões fizeram de conta qua estavam a vestir o fato, com todos os gestos necessários e com elogios do género:

– Ficais tão elegante, meu rei! Todos vos invejarão!

A notícia correu todo reino: o rei veste um fato que só os inteligentes eram capazes de ver. Um dia o rei resolveu sair para se mostrar ao povo. Aí era aclamado por todos. Toda a gente admirava a vestimenta, porque ninguém queria passar por estúpido, até que, a certa altura, uma criança, em toda a sua inocência, gritou:

– Olha, olha! O rei vai nu!

Gerou-se a confusão que acabou com a gargalhada geral. Só então o rei compreendeu que fora enganado; envergonhado e arrependido de ocultar a sua insegurança com a extravagância, correu a esconder-se no palácio, jurando a si mesmo nunca mais tentar esconder suas limitações.

Só assumindo a responsabilidade pela nossa realidade, poderemos transformar uma limitação em poder.

Todos os iluminados ensinaram uma única lição. Em diferentes idiomas, com diferentes metáforas, mas melodia é a mesma. “O rei vai nu”. Despertai da hipnose psicótica… peguem a vida…

António Fernandes

Ansiedade & stress: como sair?

Ansiedade & stress: como sair?

stress

O universo está em permanente expansão (mudança)

Este é mais um artigo da série “A expansão da consciência e o fim do sofrimento”. Tanto a ansiedade como o stress resultam da ignorância das leis que fazem funcionar o mecanismo de expansão universal. Por mais que nos queiramos enganar com a estabilidade, nada pode impedir o crescimento constante do universo. Conhecer o mecanismo e as leis que fazem funcionar o
universo é fundamental para nos libertarmos do sofrimento causado pelo stress e ansiedade e caminharmos proactivamente realizados e felizes neste mundo maravilhoso.

Ficou esclarecido nas palestras (presenciais e on-line) que provieram os artigos anteriores, que a tomada de consciência de que fazemos parte integrante do universo e de tudo que nele existe, é o primeiro passo para que possamos alinhar a nossa vida com o crescimento (prosperidade e abundância) universal de uma forma proativa. Com a consciência de que fazemos parte do todo, pomos as leis da física materialista e espiritualista em ação; anulando todo e qualquer tipo de sofrimento físico, emocional e mental. Por outras palavras, quando pomos as leis da física clássica e moderna a funcionar nas nossas vidas, tudo pode dar certo na nossa realidade.

Vivemos num universo onde só existe vida em abundância; a própria OMS afirma que 85% das doenças são psicossomáticas. Mas na verdade existe um crescente constante de ansiedade, depressão, doenças de todas as espécies. Porque será que apesar de se ter acesso às tecnologias mais avançadas, as doenças não param de aumentar a uma velocidade estonteante?

Penso que é neste ponto que devemos refletir. O porquê de tanto sofrimento, numa época tecnicamente tão bem equipada? Se sabemos (OMS) que o sofrimento é psicossomático (criado pelo próprio individuo) porque não se muda esta realidade?
Ghandhi dizia: “…O mundo é um grande espelho…. cada um enxerga o que a sua consciência admite…”

Na verdade, a realidade que cada um de nós experiencia, reflete a forma como nos sentimos, vemos os outros e vemos o mundo.
Só expandindo a consciência poderemos vermo-nos como seres divinos, únicos e perfeitos na nossa imperfeição, a fazer parte de um todo. Onde tudo é transitório e nada é estável. Com esta consciência, estamos livres de preconceitos, ansiedade,
depressão, stress, enfim, sofrimento.

Então como sair da ansiedade e não acumular stress?

Todos sabemos que a maioria das doenças graves são reflexo direto do stress. O stress resulta de uma ação reativa a qualquer coisa, pessoa ou acontecimento. E a ansiedade resulta de uma falta de confiança na própria pessoa, de falta de
confiança no fluxo e processo da vida. O que é que estas duas doenças têm em comum? A ação reativa em relação ao acontecimento. Apesar da ansiedade ainda ir mais longe, é fruto da ação reativa a um medo sem coisa ou acontecimento. Se olharmos à nossa volta, sabemos que em nada adianta ao ansioso encharcar-se em drogas duras, que não lhe deixam sentir a vida em abundância. A única coisa que vai conseguir é uma queda num vazio existencial, local preferido do sofrimento
atroz.

Para que a ansiedade e o stress não possam mais existir é preciso ter uma ação proativa, em vez de reativa. Mas para que essa ação seja espontânea (voluntária) e natural, é essencial libertar os velhos preconceitos inúteis com que estimulamos as
ações reativas (nefastas), que somente criam ansiedade e stress. E para que possamos substitui conceitos nocivos, não basta vivermos mergulhados no sofrimento, é preciso subir a uma dimensão (vibração) mais alta para podermos
enxergar com clareza como criamos o nosso próprio sofrimento.

Como conseguir expandir a consciência e transformar o que antes era ansiedade, stress e doença, em paz, alegria, realização e felicidade?

Os caminhos são imensos. E todos são bons, quando o resultado é o desejado. O mestre nazareno dizia “a casa do Pai tem muitas moradas” e “muitos são os caminhos que levam até Ele”. A casa escola António Shiva iniciou no ano 2000
programas de recuperação e transformação pessoal (muitas foram as vidas recuperadas). Hoje com a ajuda das modernas tecnologias, consegue chegar a muitos mais utentes em todo mundo. A expansão da consciência deixou de estar só
ao alcance de alguns privilegiados…, mas ao alcance de todos que queiram usufruir de uma vida em abundância e estejam dispostos a fazer o que for preciso para a alcançarem.
Hoje não nos vamos alongar mais… O próximo artigo, que será postado nas próximas 72 horas, terá como tema “Só existe abundância no universo”.
Se desejam ver as vossas dúvidas esclarecidas, não hesitem (deixem no comentário abaixo). Na próxima palestra presencial e on-line responderei a todas as dúvidas.

António Fernandes

A realidade é autoconsciente

A realidade é autoconsciente

realidade autoconscienteAnsiedade / Segurança uma questão de escolha?

Diariamente, recebo cartas de homens e mulheres confusos em relação à ética, religião e aos princípios e valores espirituais. Apesar dos estonteantes avanços tecnológicos, ainda existe quem não consiga separar a palavra “espiritual” de uma igreja ou religião. Apesar de se viverem tempos de grande expansão tecnológica, onde a inteligência artificial ocupa, de forma vantajosa, espaços até aqui ocupados por técnicos superiormente especializados, ainda continuamos agarrados a preconceitos materialistas do milénio passado, que de nada servem hoje. No seu livro “O universo autoconsciente”, Amit Goswami, traz à luz o funcionamento mecânico do universo e a influência do observador, na realidade que ele mesmo experiencia.

«Quer se entenda, quer não, as coisas são o que são» diz a sabedoria oriental. E hoje começa-se a saber que cada um faz sempre o melhor que sabe e pode, dentro do universo que consegue enxergar. Não importa se é uma visão mais limitada ou mais ampla…, cada um faz sempre o melhor que pode dentro da sua realidade. Essa consciência, faz com que o homem moderno abra a mente para uma nova visão da realidade, libertando-se do nefasto vitimismo. Já começa a enxergar que o seu próprio sofrimento não pode ser justificado pelos outros ou pelas circunstancias. Já se houve cada vez menos queixas pela “pouca sorte” ou justificarem o seu sofrimento com o egoísmo e falta de gratidão dos outros. Cada vez mais, encontro homens e mulheres que se responsabilizam incondicionalmente pela realidade que experimentam, adivinhando-se um mundo bem melhor para todos.

 “Tudo o que é posto à luz, se torna luz”. Afirma Paulo, numa das suas cartas. Neste despertar da consciência, homem moderno depara-se com paradoxos que precisa urgentemente entender. Não só nas áreas sociais e saúde, mas também na educação e finanças. Apesar de não existir neste artigo a intenção de aprofundar esses paradoxos, ninguém ao despertar fica alheio a facto de se investir diariamente milhões de euros, dólares e libras na investigação da cura de doenças como o cancro, diabetes ou depressão e ansiedade e nenhuma destas doenças deixa de crescer. Socialmente há milhões de pessoas no mundo, famintas, ao mesmo tempo que se queimam cereais ou paga-se a agricultores para não cultivarem as suas terras, ou que  se deixam apodrecer milhares de toneladas de alimentos, nos cais de embarque por politiquices. Ou a nível educacional incentivam-se nossos jovens a formações técnicas, para serem substituídos pela inteligência artificial, que a ritmo acelerado, assume o comando em todos os setores da indústria, comércio e serviços. Estes paradoxos acabam por mergulhar o mundo moderno na insatisfação, criando angústia, ansiedade e depressão, mas consoante se desperta para essa realidade, surge dessa insatisfação uma nova multidão de homens e mulheres de todas idades conhecidos pelos Ativistas da Nova Era, que com a sua forma de ser e estar, revolucionam o mundo à sua volta.

Assim, apesar de as estatísticas indicarem que os ansiosos não param de aumentar no mundo moderno, todos os dias surgem de todo o lado, pessoas a procurar ajuda para se libertarem da hipoteca dos preconceitos que lhe roubaram o contacto com a realidade (vida).

O homem de hoje precisa de reaprender a viver. E apesar de existem ferramentas fantásticas ao alcance de todos, é indispensável que se liberte dos conceitos pré-concebidos, com que hipotecou a sua vida.  Ansiedade resulta de um medo sem fundamento. Esse medo sem motivo, cria-se na mente do indivíduo que analisa o mundo e os acontecimentos à sua volta através de uma filosofia convencional materialista/dualista. Assim, o ansioso, devido ao seu modelo de comparação (preconceito), enxerga obstáculos onde a moderna filosofia espiritual vê oportunidades. Não tenho nada contra os conceitos ou quem justifica a ansiedade pelo consumo de alimentos refinados ou outra forma qualquer de se desresponsabilizar, mas é preciso tomar-se consciência que uma coisa é a realidade, outra coisa diferente é o conceito com que observa a realidade.

Em todos os meus artigos alerto para o facto de não ter a pretensão de ensinar nada a ninguém, apenas partilho a minha experiência, de cinquenta anos a trabalhar na arte da recuperação pessoal e dos últimos vinte anos da Casa Escola, onde tenho oportunidade de coordenar uma equipa fantástica.

Agora que está esclarecido vejamos então: hoje todos nós estamos familiarizados com a inteligência artificial criada pela ação da mecânica da moderna física quântica e está presente em 90% dos utensílios do nosso quotidiano.  A ciência que explica o que até a pouco os cientistas convencionais chamavam de metafísica. Se adaptarmos o modelo da física moderna, à nossa realidade, como nos finais dos anos sessenta “aceitámos” a matemática moderna, teremos à nossa disposição a mecânica quântica, para recrear e gerir de forma consciente a realidade pessoal e melhorar o mundo.

Optar pelo paradigma quântico (espiritual), não é uma opção, é escolha entre vida em abundância, ou angústia e sofrimento.

O ansioso está preso na filosofia materialista/dualista, analisa a sua realidade pelo preconceito; também conhecido pela aparência ilusória dos sentidos. Está cego em relação a qualquer outra possibilidade que vá para além do que consegue enxergar. Qualquer acontecimento que não esteja em harmonia com o certo, é visto como uma contrariedade geradora de ansiedade, stress etc. Porque o seu raio de visão é muito fechado, não consegue enxergar para lá do que seus sentidos podem abranger. Mas a verdade é que todos podem mudar.

Quando a mesma pessoa deixa de resistir e abre a sua mente ao novo e experimenta a moderna mecânica quântica; fica a saber que toda a realidade é feita de átomos e todos os átomos são energia (onda) e partícula (matéria) em simultâneo. Algo que nenhum sentido pode identificar. Mas como isso não bastasse, também a física quântica prova inequivocamente que o observador influencia o objeto observado. Assim sendo…, é o observador que decide o resultado prático de tudo que observa.

Por outras palavras e sem mais milongas…, quando nos convertemos à ciência moderna, mãe da inteligência artificial, sabemos que perante um determinado acontecimento, infinitas possibilidades estão presentes e é o observador (neste caso a pessoa que observa o acontecimento), que determina (escolhe) o resultado do acontecimento. Não existindo lugar para a ansiedade, stress ou depressão…, claro que, para quem está cego pelo preconceito, isto é um absurdo.

Sei que muitos não concordam com o que acabei de escrever, nem poderia ser de outra forma, a verdade depende sempre da perspetiva de cada um, a esses peço o especial favor de declarem o que pensam em comentários, para que mais pontos de luz possam iluminar mais. “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito” Albert Einstein. Também sei que ainda se assiste ao desfraldar das bandeiras dos vários movimentos terapêuticos new-ages, tão importantes para quem ainda não lhe chegou a hora do despertar e assumir o comando da sua própria realidade. Na verdade, a realidade é autoconsciente e neste mundo só existe o que se justifica a sua existência.

A escrita já vai longa, outros afazeres me chamam, obrigado pela possibilidade de partilhar um pouco da minha forma de ser e enxergar a vida e o mundo.

António Teixeira Fernandes

Ansiedade e ansiolíticos: uma parceria pouco saudável

Ansiedade e ansiolíticos: uma parceria pouco saudável

ansiedade e ansiolíticos

Há coisas que se aprendem navegando,

e coisas que se aprendem naufragando.

 

Hoje é conhecido que a ansiedade sobe de forma galopante na sociedade moderna. Os motivos, apesar de já bem identificados, continuam a provocar grandes estragos na sociedade, arruinando muitas vidas ainda em flor.

Hoje para ilustrar este artigo, vou transcrever parte de um mail acabado de receber, para preservar o anonimato e preservar a confiança do utente que sofre. “Ajudem-me a ter a minha vida de volta”, é o assunto do email.

Como referi vou transcrever só parte do mail para preservar o anonimato. “Por favor ajudem-me. Iniciei o consumo de ansiolíticos no último ano da faculdade há mais de 10 anos. Daí para cá a qualidade de vida enfraqueceu de forma assustadora. Sinto-me dependente de uma droga que me anula a cada dia que passa. Já tentei 3 vezes o desmame, mas é horroroso; antes de chegar a meio do programa, entro no inferno. A ansiedade, as náuseas, os espasmo, e sensações que não consigo descrever, fazem da minha vida um suplicio. Ninguém merece vale mais a morte. Não sei se foi da ultima tentativa de desmame…, agora também me foi diagnosticada intolerância ao glúten e alergia a muitos alimentos e até vitaminas. Por favor deem-me uma luz que mostre um caminho para sair desta tortura”.

Todos os dias chovem na minha caixa de correio eletrónico vários emails de homens e mulheres, das mais variadas idades e estratos sociais com conteúdo idêntico. Infelizmente trata-se de “um problema de saúde pública” e o seu uso e abuso não deixa de aumentar a cada segundo que passa. Não se descortinando uma redução à vista; bem pelo contrário…, o seu consumo é incentivado diariamente pelos agentes da indústria da doença.

A situação é angustiante é urgente fazer alguma coisa. Vou tentar elucidar esta jovem senhora que em sofrimento aclama por ajuda.

O que mais me tortura nem é o uso e abuso destas drogas, receitadas pelos detentores do poder para tal. O que me tortura mesmo é a ignorância desses mesmos agentes sujeitarem os infelizes toxicodependentes a fazer o desmame da droga.

Será que não há consciência de como funciona uma dependência química? Mais uma vez vou esclarecer como funciona uma dependência química.

Numa dependência química existem dois componentes: a compulsão e a obsessão. A compulsão é física e manifesta-se SEMPRE que a droga é subtraída. A obsessão é mental.

A compulsão desaparece logo que a droga é retirada definitivamente do organismo. A obsessão mental desaparece quando se muda o paradigma com que o usuário gere a sua realidade.

Nenhuma droga dever ser abandonada (desintoxicada), sem a ajuda de um terapeuta ou médico experiente e responsável. Quem aconselha o desmame, não imagina tão pouco o que é uma dependência.

Porque é que o desmame é tão perigoso?

Vejamos; cada vez que se reduz a droga, há uma manifestação violenta (compulsão) do organismo. O organismo vai fazer tudo que esteja ao seu alcance para que lhe seja dada a droga da qual se encontra dependente. Começa normalmente com ansiedade, se não lhe derem mais droga vêm outros sintomas mais violentos: náuseas, rejeição alimentar até intolerâncias, espasmos etc…. Assim acontece sempre que se reduz a dose, levando em alguns casos à exaustão física por longos períodos. Quanto mais se tentar reduzir maior é compulsão física.

Quando é que este panorama não acontece? Este panorama não acontece a quem não é dependente. Por outras palavras pode usar-se uma droga dura como a benzodiazepina e nunca se ficar dependente. Da mesma forma que se pode viver alcoolizado durante anos e nunca ser alcoólico. Vejam este exemplo, por favor…, Portugal durante 13 anos manteve uma guerra nas ex-colónias africanas. Os militares Portugueses, para aguentarem o stress de “guerra de guerrilha”, na sua esmagadora maioria, saíam do continente Europeu alcoolizados, regressando ainda alcoolizados. Eram 24 meses mergulhados no álcool. Mas daqueles militares só cerca de 10% eram alcoólicos. Todos os outros 90% deixaram o abuso do álcool e passaram a ser bebedores sociais.

Apesar de nas outras drogas o processo ser semelhante, nenhum alcoólico consegue deixar o álcool reduzindo (desmamando). Da mesma forma que desmamar uma benzodiazepina é altamente perigoso, deixando normalmente cicatrizes para toda a vida.

Se vives ansioso, pede ajuda para mudar o paradigma obsoleto com geres a tua realidade, em vez de consumires uma droga que não te resolve o problema e te rouba avida.

Se és consumidor dessa droga e desejas a tua vida de volta, não te aflijas, há sempre uma solução perfeita, sem o desmame que tantas vidas tem roubado.

Se és médico ou terapeuta e estás a ler este artigo, a Fundação A. Shiva e agora também a Casa Escola António Shiva disponibiliza cursos gratuitos.

Incondicionalmente disponível,

António Teixeira Fernandes

Porque vivemos ansiosos, deprimidos e doentes?

doentes

“Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”

Ditado popular

Diariamente chegam cartas de homens e mulheres de todos os estratos sociais reclamando a falta de qualidade de vida. O bem-estar pleno é ameaçado por doenças causadas por emoções e pela nossa incapacidade de curá-las, não porque os custos médicos são insuportáveis, mas porque as instituições e os profissionais da doença sofrem do mesmo problema. O sistema parece estar doente.

Há poucos dias ouvi um responsável religioso apelar à reflexão do que está a acontecer com a humanidade. Dizia ele: “Apesar dos gastos avultados com a educação e com a saúde, apetrechada com tecnologia de ponta; tudo o que homem moderno alcançou foi infelicidade para si e para os outros”. Mas esse líder religioso poderia acrescentar outro paradoxo; quanto mais se investe e investiga na cura da doença, mais a doença cresce. Ou ainda mais; quanto mais investimos na educação de nossos filhos, mais infelizes os encontramos. Será que estamos condenados à infelicidade e ao sofrimento? Claro que não… Então porque vivemos cada vez mais ansiosos, deprimidos e doentes? A causa parece estar na educação.

Vejamos, o mundo já mudou e a humanidade vive na era tecnológica e a velha máquina educacional materialista, que durante as ultimas décadas sufocou os sonhos das crianças de todo o mundo, precisa urgentemente de ser substituída por um sistema educacional baseado nos princípios da ciência moderna. Que faça homens inteligentes, responsáveis e realizados, dotados duma consciência abrangente; que faz pais sábios e cidadãos ativos no desenvolvimento do mundo e da humanidade.

Assim para que possamos acabar com a ansiedade e depressão no mundo basta simplesmente substituir a velha máquina educacional materialista, pela educação da nova era.

A nova educação faz o novo homem e o novo homem cria um mundo novo.

Como é que uma nova educação cria um novo mundo?

Onde é que o velho sistema educacional falhou? A educação instituída está estruturada na velha filosofia materialista, onde a criança é incentivada a enxergar os valores materiais como fundamentais; alimentando assim o orgulho e a egoesclerose através do estímulo do patriotismo, fazendo-o acreditar, que ele, assim como seu grupo, clube, país, religião, são superiores aos outros. Com essa formatação torna-se um adulto preconceituoso de mente estreita, desajustado em relação à vida e ao mundo. Entre os sintomas físicos deste desajuste temos a ansiedade em grande plano e a frustração e depressão dos que não conseguem atingir os padrões de “normalidade” exigido.

Apesar do papa João XXIII ter alertado para os resultados catastróficos que poderiam advir…, impondo reformas profundas na instituição que presidia, a sua mensagem não foi percebida e rapidamente a educação liberal sonhada para estimular a criatividade e realização pessoal, desviou-se do propósito primordial, incitando à competitividade preparando indivíduos para ocuparem cargos em detrimento do desenvolvimento de talentos e realização de sonhos. Foi deste jeito que foi construída uma sociedade descontente, triste e infeliz. Apesar das licenciaturas, doutorados ou cargos que ocupam são eles de povoam os consultórios psiquiátricos, precisando cada vez de mais drogas e alteradores de humor para conseguirem viverem com ele próprios.

A educação na nova era tem como base a ciência moderna que primazia a consciência abrangente em detrimento da aparência.  Cada indivíduo é motivado à autorrealização e desenvolvimento dos seus talentos. Na educação da nova era toda a criança começa por aprender a lei da interdependência da natureza que garante que nenhuma criatura se vai sobrepor a outras criaturas porque destruir as outras criaturas significaria destruir a si próprio.

Se não estiver atento você que leu o último parágrafo possivelmente está a pensar que a lei da interdependência é uma tolice. Talvez a grande maioria viva a pisar e a prejudicar outras pessoas e, por consequência, eles próprios. Aqui respondo com clareza porque vivemos ansiosos, deprimidos e doentes…

Sabemos que a educação materialista nos levou a pensar que poderíamos controlar os outros ou mesmo o nosso ambiente, moldando o mundo a nosso belo prazer. Mas se fizermos uma rápida viagem pelas manchetes mundiais e analisarmos os resultados o mais que foi conseguido foi infelicidade.

A escola da nova era tem as inscrições abertas – programas intensivos para adultos.

São precisos homens inteligentes, responsáveis e realizados, dotados duma consciência abrangente.

Aqui tem a solução: https://solucaoperfeita.com/fundacao/programa-recuperacao-expansao-da-consciencia/

António Fernandes

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