A pandemia e o “FAÇA-SE LUZ”!

A pandemia e o “FAÇA-SE LUZ”!

faça-se luz

Nas últimas semanas, deste tempo de águas agitadas, e pouco transparentes, em que chovem noticias contraditórias, em relação a algo que, ninguém sabe muito bem definir…, tenho sentido crescer a onda de aceitação (amor) e solidariedade, no mundo. Como por passe de magia, ou graças a este parar, e ficar em casa, ou até por algo, que a mente tridimensional, não consegue abranger, sente-se no ar a mudança do despertar e o alinhar com ideais que se julgavam extintos. A esperança de um mundo de paz e amor, está a ressuscitar no coração da humanidade, apesar do caos, instalado e da desagregação dos sistemas políticos, sociais, económicos detentores do “poder” no mundo.

Nesta onda de novos ideais, que trazem uma nova expectativa para a humanidade, dou por mim a observar, do ponto em que me encontro, o percurso das instituições até agora detentoras do poder, outrora respeitadas e poderosas, hoje frágeis, em ruína.

Porque é que, o processo tem de ser esse? As instituições, nascem; crescem e morrem, “num universo onde nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”?  Porque é que, precisamos de novos idealistas? Ou será que tudo é perfeito da forma que é? Porque é que, estas perguntas perturbadoras me perseguem quando todos sabemos, que a natureza, é sempre sábia e justa? Será o Covid-19, “fruto” da sabedoria e justiça universal? Vou deixar aqui alguns ideais, que prometiam um mundo maravilhoso, mas acabaram por se distorcer e escravizar o homem moderno.

Ainda…, há bem pouco tempo, no início do ano, eu perguntava a um antigo colega de seminário, porque é que, os bons ideais sociais, acabam deformados e adulterados? Iniciou-se uma grande explicação filosófica, que não explicava grande coisa…, mas que, me criou ainda mais dúvidas, e me flagela a mente com uma hipotética espécie de hipnose psicótica coletiva. Jamais ousaria escrever sobre este episódio, se não estivesse animado com a grande onda de esperança, que invade a humanidade.  

 Então vamos lá, dar como primeiro exemplo a educação liberal, idealizada para ativar a criatividade e desenvolver a mente com o propósito de somar novos sentidos à vida. Mas na verdade este ideal da educação liberal, que prometia liberdade poder e sabedoria, rouba a liberdade, sabedoria e poder de crescer formatando para um emprego (cargo), que amordaça a essência e o poder divino inerente ao ser humano.

Posso dar como segundo exemplo o ideal de Adam Smith, o pai da economia moderna, ou capitalismo idealizado para dar capital a todos; mas, o que acontece é que vivemos a mesma lacuna do feudalismo. Entre ricos e pobres, existe um fosso que se alarga a cada dia que passa…, como é que, este ideal, foi tão distorcido? Espero que o Covid, ajude a fechar o fosso que separa a pobreza da riqueza, assim como o fez ao buraco do ozono.

Como terceiro exemplo, dou a causa onde investi o meu sonho de adolescente. A democracia, o ideal de um “governo pelo povo e para o povo”. Mas, o que de facto, acontece com esse ideal político? Os nossos políticos na ânsia de poder, deixam-se enlear pelos órgãos de “informação”, que os transforma a seu belo prazer em testa de ferro das grandes organizações. Na verdade, quem detêm o poder e governa são as grandes organizações, não os políticos eleitos pelo povo.

Há outros ideais, como os da Fundação Carnegie fundada em 1905, por Andrew Carnegie, que no puro ideal humanitário equipou da mais moderna tecnologia científica as Universidades de medicina, acabando em menos de 50 anos com o estudo de Hipócrates (pai da medicina) em todo o mundo. Criando-se assim a poderosa e muito bem organizada indústria da doença.

 Poderíamos para terminar por falar do ideal religioso que tem como finalidade promover, valores e princípios espirituais, e levar a esperança de uma vida mais próspera e feliz, aos mais afastados de uma vida com sentido. Mas que a cada dia que passa, tornam-se cada vez, mais cúmplice do sistema e da política.

Onde é que erramos? Porque é que os bons ideais, acabam deformados e adulterados? Poder-se-ia certamente arranjar milhares de explicações filosóficas, até científicas para esse fenómeno, instalado em todas as áreas da sociedade moderna. Mas afinal o que é que a Pandemia ou o Covid tem a ver com isso?  Não tem nada a ver? Ou tem tudo a ver? Neste momento está a despertar a consciência colectiva, para os problemas sociais a uma escala global. Apesar do aquecimento global, e a ameaça de guerra nuclear, que pairava no início do ano, ter ficado para segundo ou terceiro plano, a crise económicas a escala global, ameaça colapsar o mundo. Apesar do esforço do sistema, para remendar os buracos económicos, não há pano que aguente mais remendos. “O saco arrebenta pelas costuras”.

Enfim…, já expus à luz, o que tanto me tem consumido, nos últimos dias. Sinto-me liberto, alegre e feliz, convicto que, com o novo paradigma unicista, da moderna física quântica, os ideais estão protegidos de adulteração. Se tens uma opinião ou explicação pela matéria, por favor não hesites…, permite que se faça luz.

Incondicionalmente disponível,

António Fernandes   

O QUE É QUE SE PASSA REALMENTE NO MUNDO?

O QUE É QUE SE PASSA REALMENTE NO MUNDO?

o que se passa realmente no mundo

O que é que estamos a viver?

Depois do “estado de emergência” é provavelmente decretado o “estado de calamidade publica” …, o momento é de tranquilizar. Acalmar o coração e a alma. Apesar de ninguém saber o que verdadeiramente se passa, temos a certeza de uma coisa, TUDO VAI FICAR BEM! A natureza é sábia e sempre justa. O universo é autoconsciente e tudo que nele existe, visível ou invisível, é matéria inteligente.

     As instituições detentoras do poder, estão a fazer, o melhor que sabem, através do que conseguem enxergar, do ponto de luz em que se encontram. Consoante vão sendo trazidas “à luz” declarações científicas, políticas, médicas, sociais, económicas, religiosas, mais me é trazido a memoria a velha parábola Hindu – Os Sábios Cegos e o Elefante.

Para os que, já não se recordam da parábola, eu vou avivar a memória. “Como quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto” eu não quero fugir à regra.

 ENTÃO VAMOS LÁ…

“Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos. Como os seus conselhos eram sempre soluções brilhantes, todas as pessoas que tinham problemas procuravam a sua ajuda.

A pesar dos sábios serem amigos, existia competição entre eles…, que, de vez em quando, davam origem a grandes dissertações sobre qual deles, seria o mais sábio.

Certo dia, já altas horas da noite, depois de muito discutirem acerca da verdade da vida, e não chegarem a um acordo, um dos sábios ficou tão zangado, que resolveu ir viver sozinho, numa caverna da montanha. Disse aos companheiros:

– Somos cegos, para estarmos despertos, para podermos ouvir, e entender melhor que as outras pessoas, a verdade da vida. E, em vez de aconselharmos os pobres adormecidos, ficamos aqui discutindo como se estivéssemos em competição. CHEGA! Não aguento mais! Vou-me embora.

Uns dias depois, chegou à cidade um comerciante montado num enorme elefante. Toda a cidade entrou em alvoroço, nunca ninguém tinha visto, animal tão colossal. Os sábios cegos nunca tinham tocado nesse animal e correram para a rua ao encontro dele.

O primeiro sábio apalpou a barriga do animal e declarou:

– Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar nos seus músculos e eles não se movem; parecem paredes…

– Que palermice! – disse o segundo sábio, tocando nas presas do elefante. – Este animal é pontiagudo como uma lança, uma arma de guerra…

– Ambos se enganam – retorquiu o terceiro sábio, que apertava a tromba do elefante. – Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia…

– Vocês estão loucos! – gritou o quinto sábio, que mexia nas orelhas do elefante. – Este animal não se parece com nenhum outro. Os seus movimentos são bamboleantes, como se o seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante…

– Vejam só! – Todos vós, mas todos mesmos, estão completamente errados! – irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena cauda do elefante. – Este animal é como uma rocha com uma corda presa no corpo. Posso até pendurar-me nele.

E assim ficaram horas discutindo, aos gritos, os seis sábios. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava na caverna, apareceu conduzido por uma criança.

Ouvindo os gritos histéricos da polémica, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tateou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e enganados ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e afirmou:

– É assim que os homens se comportam perante a verdade. Pegam apenas numa parte, pensam que é o todo, e continuam tolos!”

Apesar da visão acertada do sétimo cego, em relação ao comportamento dos homens perante a verdade, poderíamos aqui também incluir os sistemas detentores do poder mundial, neste tempo agitado de mudanças.

 O mundo já mudou! O Covid19 veio mostrar o que a velha máquina do poder, tentava esconder. De nada adiantou tentar tapar “o sol com a peneira”, com as tomadas de força. “A verdade”, mesmo escondida, manipulada, ou ignorada, não deixa de ser verdade (“na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” – Lavoisier). A velha máquina, outrora prospera e poderosa, ao resistir a mudança de paradigma, entrou em stress, adoeceu, e foi ficando cada dia mais frágil (apesar de tentar manter a aparência). A máquina perdeu o controlo sobre os sistemas e virou sucata para reciclar.

“Uma nova era dourada de amor iluminará a face da terra”, já dizia o mestre.

O terror de ser contagiado e contagiar, passa pela metamorfose e transforma-se em aceitação (a mais ampla expressão se amor)? Estou convicto que sim. Apesar dos alertas, para a segunda vaga de “Covid”, acalma a vibração de medo, e renasce a essência amorosa em cada ser humano. A vida está a emergir da egoesclerose, e um novo homem, habitará a terra.

O momento é de acalmar a vibração, e todas a ferramentas são boas, quando os resultados são bons.

A minha poderosa ferramenta de mudança foi inicialmente oração da Serenidade

“Deus concede-me serenidade, para aceitar o que não posso modificar.

Coragem para modificar aquelas que posso,

e sabedoria, para distinguir uma das outras”.

Chegou a hora de aproveitar a oportunidade do momento que estamos vivendo, baixar os braços, aceitar que o mundo já mudou, me voltar para dentro, e permitir a mudança, em vez de lutar (“coragem para mudar o que posso mudar”).

A mudança já aconteceu, se enxergarmos com um pouco de atenção. Vemos que “o salve-se quem poder”, está a dar lugar a aceitação, e ao verdadeiro sentido da palavra “solidariedade”. E cresce a cada dia que passa, a certeza e autoconfiança, que; seja lá o que for, que venhamos a precisar, a vida (natureza/universo), vão providenciar. Não é o ser humano, o único de todos os reinos da natureza, munido do poder divino?

Benvindo ao novo mundo

António Teixeira Fernandes  

Se a tua vida não faz sentido, chegou a hora de mudar

Se a tua vida não faz sentido, chegou a hora de mudar

Diz-se violento o rio que tudo arrasta; mas não dizem violentas as margens que o comprimem.

Bertolt Brecht

Há sempre uma solução perfeita e criativa para cada problema

Prezados leitores, mais uma vez me dirijo a vós, com muito respeito e amor, numa época em que a par com a evolução tecnologia de ponta, a ansiedade e o descontentamento continuam a aumentar. Até aparenta que, quanto mais conseguimos, mais vazios nos sentimos. Nunca a humanidade teve tanto e nunca foi tão doente e infeliz. Tudo isto acontece porque a humanidade não consegue acompanhar o avanço tecnológico e as velhas instituições outrora com poder de educar foram ultrapassadas pela moderna tecnologia.

Se a tua vida não faz mais sentido, é urgente acertar o passo e acompanhar o fluxo e processo evolutivo. E para isso é necessário deixar a velha dualidade e entrar na unicidade. Apesar do aparente caos, o mundo caminha para o bem. As instabilidades nas zonas até aqui consideradas seguras, mostram quanto é importante avaliarmos a velha forma de pensar. Hoje sabemos que somos as vítimas da nossa própria ação. O Stress e as doenças psicossomáticas representam mais de 85% das doenças no mundo, segundo a O.M.S., e estão presentes em todas as famílias da civilização moderna. Não adianta tapar o sol com a peneira, mas também não é suposto fazer alarme. Basta despertar da ilusão hipnótica e assumir a responsabilidade da vida.

Pôr a nossa natureza em ordem é como afinar um instrumento de cordas.

Wang Che

Se não existir crescimento não existe vida. Sei que muitos estão a passar por privações, percas, depressão, enfim dor. Apesar de ser difícil aceitar, são as dores do crescimento. Mas será que para existir crescimento é necessária dor? Claro que não, a dor é o reflexo da resistência ao fluxo e processo da vida. Vida é mudança em fluxo contínuo, crescimento. 

Como fazer para sair do sofrimento? O sofrimento resulta da negação ao processo e fluxo da vida.

O sofrimento implica luta…, resistência à vida (mudança). Fomos educados para guerrear…, até nos iludimos quando nos julgamos vencedores da guerra contra o cancro, droga ou outra qualquer situação. Vou partilhar rapidamente um pouco da minha experiência. Desde muito jovem, sonhava com um mundo de igualdade e abundância para todos. Lutei, lutei pelos meus ideais, mas nada! Na minha mocidade, com a rebeldia própria da idade, tornei-me um democrata convicto que poderia contribuir positivamente para um mundo melhor. Lutei, por esse ideal e percebi que a esperada democracia se instalou e a desigualdade aumentou. Aos vinte anos deixei o conturbado mundo académico e acabei por mergulhar no mundo empresarial da alta competitividade usando o melhor que sabia e podia os talentos com que a vida generosamente me tinha presenteado. Durante década e meia, como que estivesse sobre hipnose, competi e ganhei, competi e ganhei, competi e ganhei tornando-me um vencedor.  Já a caminho dos quarenta o vazio existencial tomava conta de mim. Quanto mais sucesso mais vazio. O sucesso era a luz brilhante dum pavio de uma vela de dinamite que invariavelmente rebentava em minhas mãos. O tempo do brilho do sucesso dependia do tamanho do pavio da vela de dinamite. Lutei e quanto mais lutei, mais dor e sofrimento criei, levando-me à exaustão. Foi aí, exausto, doente e fracassado, que baixei os braços, deixei de lutar com a vida… e a vida começou a despertar. Os meus males desvaneceram-se como por milagre ou magia, comecei a saborear a vida. Descobri o que jamais os meus conceitos enraizados na ilusão dos sentidos poderiam conceber.  Consoante ia sorrindo para a vida, assim a vida sorria para mim. Descobri que existia muito mais do que alguma vez a minha imaginação poderia conceber. Quanto melhor me sentia, mais gratidão irradiava, e quanto mais grato estava, melhor me sentia.

Porque é que minha vida não faz sentido? Porque sinto que fracassei?

Durante séculos o sistema de crenças tridimensionais baseado na dualidade e separação criou títulos, ídolos, santos e pecadores, bem-sucedidos, enfim uma profusão de rótulos. Foi-nos incutido que alguns destes são melhores que nós. Que os devemos admirar ou mesmo idolatrar. Mas a verdade não é essa! Ainda te vou dizer mais, na minha ação de orientador de saúde integral, tenho encontrado esses tais bem-sucedidos que todos querem imitar. São os impecáveis segundo os padrões do pensamento oficial. São aqueles que as suas vidas são feitas de êxitos e sucessos, o modelo oficial perfeito de realização e felicidade …, mas são infelizes porquê? Porque é que procuram a minha ajuda? Porque é que são eles que sustentam os consultórios psiquiátricos? Porque é que estão no topo e são tão infelizes?…, É o paradoxo do velho sistema dualista, em que o ter se sobrepõe ao ser. Tem-se um título, que lhe dá um cargo de algo que não se é. E assim se dá um desvio atroz em relação a si mesmo.

Como fazer para que a vida faça sentido?

Caro leitor ou leitora, espero que os exemplos que acabei de descrever te possam animar, mesmo que tenhas descido muito baixo no teu percurso de vida; não o lamentes, esse foi o caminho que percorreste. Essa é riqueza que trazes na bagagem, essa experiência é o que faz de ti um ser único e te levou a ler este artigo. Há sempre uma solução perfeita, onde encontrarás uma nova liberdade, felicidade e paz. O sentimento de inutilidade e autopiedade vai dar lugar à autorrealização. A tua atitude e o modo de veres a vida vai mudar. 

Um mundo de realização e paz começa no indivíduo.

Não adianta proclamar aos quatro ventos que a ansiedade e todo o sofrimento resultam do velho paradigma dualista separatista. Ou que a ansiedade ou e todos os males do mundo são o reflexo do não confiar no fluxo e processo da vida. Antes de papaguearmos de como mudar a condição humana, precisamos mudar a nós mesmos. E isso faz parte de uma higiene diária, não se aprende em cursos nem em livros, é preciso praticar. Hoje é fácil encontrar pequenas comunidades onde a prática diária dos seus membros é ser o que desejam que o mundo seja.

Espero que o acabaste de ler te tenha feito sentido. Agora que sabes que não estás sozinh@ podes decidir ficares com quem precisa ou juntares-te a quem faz acontecer.

Fico a aguardar a tua partilha de experiências,

António Fernandes

O degelo da ignorância

O degelo da ignorância

“Cético é o que orgulhosamente pensa que não há nada no universo que ele não conheça. Iluminado é o humilde que pede todos os dias a expansão da consciência, para as verdades que desconhece”.
Tirado do programa da semana de expansão da consciência da Casa Escola António Shiva® 

A humanidade passa neste momento pelo processo mais radical de mudança. A onda de mudança e ascensão que varre a humanidade de oriente a ocidente, move-se simultaneamente para a frente e para cima. Ascensão e expansão da consciência, ao contrário das grandes mudanças do passado que somente evoluíram materialmente na horizontal.

Esta grande ascensão ou expansão da consciência, não contempla alguns em especial, mas toda a humanidade por igual. As crianças nascem a cada dia que passa mais evoluídas espiritualmente e aqueles que já foram líderes e bem-sucedidos, e que de alguma forma esperavam o retorno aos “bons velhos tempos”, despertam para a verdade que o passado já passou e inteligentemente abrem as mentes ao desconhecido e expandem as suas consciências.

Tudo está a evoluir na mais perfeita perfeição. Mas apesar deste processo de mudança ser a ascensão a um mundo melhor, com as novas gerações a serem “vacinadas” conta a egoesclerose, ainda há quem seja tentado a acreditar que as coisas estão a piorar. É verdade que têm vindo à luz por todo o mundo situações de abusos de toda a espécie. Desde a manipulação e abuso de poder de instituições ditas defensoras dos direitos humanos, até aos casos mais nojentos de abuso e perpetuação da pobreza e vitimismo. O expor à luz tamanhas atrocidades é o estripar de pequenos cancros que contaminam o mundo e a humanidade. Apesar da aparência tudo está a fluir na perfeição. Em vez de julgarmos pela ilusão dos sentidos o que está a acontecer e apontarmos o dedo seja a quem for, é preferível reconhecermos quanto somos responsáveis pelo despertamos para mudança e sermos na íntegra o que na verdade queremos que o mundo seja. Na verdade, é importante alegrarmo-nos e regozijarmo-nos quando vêm à luz esses tumores ocultos independentemente de quanto nojentos possam ser, pois é isso que nos dá a mudança consciente e responsável.

É urgente acertar o passo e entrar na nova dança da vida. Mas não existe nada de mal, em o processo de mudança exterior se desenrolar a uma velocidade vertiginosa e a vida dos que despertam para a mudança, passar por um processo lento de transformação. Essa falta de sincronia deve-se basicamente às velhas formas de pensar. Precisamos não esquecer que fomos treinados por pais, professores e circunstâncias para a luta pela sobrevivência. E apesar de já termos passado a fronteira da nova era e deixarmos para trás a selva do “salve-se quem puder”, ainda há quem sofra de síndrome de Yokoi, o soldado japonês que lutou durante 29 anos contra tudo e contra todos, recusando aceitar que a guerra tinha acabado. Quando se entra nesse estado de demência (doença), pouco ou nada há a fazer, além da pedagogia do exemplo, que mesmo assim, cegamente a obsessão rejeita enxergar.

Além dos doentes com o Síndrome de Yokoi, escravos da negação à mudança, também existem pessoas nesta nova era que apesar de querem entrar no fluxo sua vida é um caos. Porquê?

Basicamente porque se tenta interpretar os conceitos da nova era com a dualidade da velha era. O primeiro e talvez maior obstáculo é a separação. É urgente descongelar a separação dualista. Crítica e elogio, bem e mal, certo e errado, bonito e feio são os dois extremos de uma coisa só.  Apesar de este conceito da moderna física quântica não trazer nada de novo, é o tapete com que se faz o caminho da realização plena, ou se entra no fluxo do bem-estar, sucesso e verdadeira riqueza.  

No início, quando começamos a admitir que o mundo já mudou e que nada voltará a ser como antes, somos confrontados com uma nova pedagogia e geramos muita confusão com o tentar entender os novos conceitos. Até é normal…, mas aos poucos começamos a sentir que para que uma nova realidade prazerosa possa fluir mais simples e rapidamente o segredo é não tentar perceber. É somente ser. E rapidamente sentimos que tudo acontece de acordo com um plano mais amplo. Tudo está no caminho certo. Só é preciso não julgar o que parece ser. Esse é um trabalho pessoal que cada um tem de fazer a seu tempo/ritmo.  

Não podemos ignorar que a evolução é um processo que contempla o todo, não é um rasgo individual deste ou aquele iluminado. Enfim a expansão da consciência não se faz num estalar de dedos, é preciso ter-se consciência que as velhas instituições criadas pelo sistema de crenças tridimensional, apesar de instáveis e à beira da ruína, ainda detêm o poder e só se extinguirão, apesar de estarem frágeis, quando uma nova consciência for dominante na humanidade. É assim que a evolução funciona. Os tempos são novos e as mudanças estão presentes em todas as áreas. Sociais, financeiras, laborais, familiares. Muitos dos conceitos e crenças que funcionaram bem no passado ou estão a desaparecer ou manifestam-se de forma superior e melhor. A saudade dos velhos tempos, simplesmente impede que a pessoa experimente novas e melhores formas das coisas que tem saudades.

 Resumo simplesmente para o facto que o mundo já mudou e que a humanidade entrou para um mundo de possibilidades infinitas. Não adianta negar, a expansão da consciência conduz-nos para um mundo de infinitas possibilidades e é a própria consciência que faz as escolhas das possibilidades.

Colabora com a tua questão concreta para pedagogiadanovaera@solucaoperfeita.com  O anonimato é 100% garantido.  E verás que existe sempre uma solução perfeita e criativa para cada problema .

Até breve,

António Fernandes

Uma nova visão de mundo II

Uma nova visão de mundo II

visão de mundo II

O mundo já mudou, é urgente mudar o paradigma!

Uma nova visão de mundo implica uma nova visão de nós mesmos, uma nova visão dos outros, uma nova visão de Deus e da humanidade. Como prova disso, quero só lembrar e reforçar a parte mais importante do primeiro artigo que mostra que a realidade das diferentes civilizações, refletia a forma como a humanidade se auto enxergava, enxergava o mundo e enxergava Deus ou as divindades. Penso que ficou também esclarecido no artigo anterior que o paradigma atualmente vigente (Newtoniano/cartesiano) responsável pela realidade atual, já destrói mais do que constrói na sociedade atual. As estruturas sociais da educação à saúde, passando pela economia e política estão desfiguradas, instáveis…, em ruína. Aqui não há qualquer tipo de exagero ou partidarismo. Só não vê quem se negar a enxergar. Mas de nada adianta expor a infeliz realidade sem soluções para apresentar. Mas normalmente só nos abrimos ao novo quando o velho já não tem mais conserto.

Mais uma vez vou bater na mesma tecla, enquanto permanecermos sob o efeito do velho paradigma Newtoniano/cartesiano as doenças psicossomáticas não param de crescer a uma velocidade alucinante. Desde a ansiedade, à depressão, passando pela diabetes e outras mais, acabando nas doenças cardiovasculares, tudo é psicossomático; e segundo os dados oficiais (O.M.S.), nunca pararam de crescer, apesar dos investimentos da indústria da doença. Alguns meios de comunicação até já lhes chamam “as doenças do século”. Enfim, se é psicossomático, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) são criadas pela própria pessoa, num processo de somatização, que só possível através de conceitos com que orientam as suas vidas. Por sua vez um conceito, é uma verdade baseada num princípio, verdades aceites por cada um de nós, baseadas no paradigma atual. Este paradigma demorou séculos a substituir o baseado nos movimentos astrais. Não aconteceu de um dia para o outro, como vai também demorar algum tempo o conceito da moderna física quântica (a física das possibilidades) a substituir o velho e já obsoleto conceito newtoniano/cartesiano com que criamos as disparidades do mundo de hoje.

Este artigo é sobre “uma nova visão do mundo” e não vou fugir do essencial.

Mas não consigo continuar sem voltar a repetir-me…, para se ter uma nova visão de mundo precisamos de ter uma nova visão melhorada de nós mesmos que, por conseguinte, vai dar uma nova visão dos outros, para assim termos uma nova visão do universo e do mundo. Mas para isso é preciso perceber não como é que a física moderna funciona, (para isso temos cursos intensivos de expansão da consciência) mas sim o que a física quântica ou física das possibilidades nos mostra de nós e do mundo.

É urgente despertar.

É verdade que oiço muitas vezes da boca de pessoas que lhe foram concedidos “cargos de poder” dizer: “só acredito no que posso ver, tocar e cheirar”. E é um pouco (consciente ou não) essa postura de quem vive na hipnose dos sentidos. O efeito hipnótico é de tal forma poderoso que apesar de se estar no limiar da 5G de telemóveis e de 99% de tudo que utilizamos no quotidiano depender da moderna física quântica, continua-se a negar como na “idade da pedra lascada” o que o que não conhecemos. Uma nova visão de mundo implica uma nova visão de nós mesmos. E precisamos começar por aí. Por nós… comecemos pelo corpo que cada um de nós habita.

Então vamos lá com calma.

A física quântica é a ciência das possibilidades. E vamos com a ajuda dela ter uma nova visão de nós mesmos. Apregoa-se aos quatro ventos, e com verdade, que com o simples conhecimento das leis da mecânica quântica, podemos conscientemente criar a realidade que se deseja. Mas de nada vale o conhecimento das leis bases da mecânica quântica se não tivermos uma visão mais clara de nós mesmos e do corpo que habitamos e como nos inserimos conscientemente no universo.

Continuando…, começamos por uma “nova noção” de corpo físico para iniciarmos o processo de mudança de paradigma. Basta de ansiedade! Chega de frustração, depressão e sofrimento. Já todos aprendemos na escola que tudo é feito de energia (átomo), tudo é energia, uma mesa, uma cadeira, um calhau ou árvore; tudo é átomo, tudo é energia…, e o corpo que cada um de nós habita, apesar da ilusão da aparência física, também o é.

Peço-te agora só um pouco de paciência…,

É verdade que poderia só mostrar uma nova visão quântica (espiritual) de mundo, mas para quem está sobre o efeito hipnótico da matéria, cria ansiedade, depressão, stress, enfim sofrimento… precisa de ir além da ilusão dos sentidos. Então o melhor é começarmos por nós mesmos. Pelo nosso corpo. O nosso corpo que parece uma estrutura sólida, também é uma ilusão dos sentidos. Vejamos…, a estrutura física que cada um de nós habita está organizada por sistemas: sistema cardiovascular, sistema digestivo, sistema nervoso, sistema respiratório etc…. Os sistemas são feitos de órgãos: coração, pulmões, estomago, cérebro, por aí a diante. Os órgãos são feitos de tecidos, os tecidos são feitos de células, as células são feitas por moléculas, as moléculas são feitas de átomos e os átomos por partículas subatómicas, tais como o quantum que deu o nome a física quântica, mesões, protões, eletrões, etc… Enfim o que os cientistas chamam de energia. Ao fim das contas somos 99,99999 vibração. Claro que isto não tem nada de novo. De novo só os termos e a explicação da ciência. Com esta pequena demostração podemos subir para uma visão mais ampla do que aquela que nos é fornecida pela física clássica. Da mesma forma que o corpo físico que habitamos é essencialmente energia, também todas as formas físicas da matéria o são. Quando julgamos identificar um pedaço de madeira, betão ou mesmo um seixo, estamos perante a vibração. Se os dividirmos até à sua origem entramos sempre no estranho mundo em que tudo o que existe são ondas e partículas vibrando. Enfim todo o universo é vibração (energia) e cada coisa no universo gera a sua própria frequência vibracional.

Sei por experiência própria que não é fácil para uma mente educada através da ilusão da matéria conceber que tudo que existe visível e invisível no universo é feito de uma mesma energia (ou substância amorfa) e o que vulgarmente chamamos coisas (matéria) são diferentes vibrações de uma mesma matéria. Tudo é vibração, mudança e transformação em simultaneidade. Nada está separado. Tudo é interação, tudo é UM.

Podemos, através da física moderna, concluir que tudo faz parte de tudo.

Somos formados pela mesma substância com que todo o universo é feito e possuímos dentro de nós tudo que existe no universo. Possuímos o todo dentro de nós mesmos. Por outras palavras: somos uma partícula de todo o universo e temos todo o universo dentro de nós. O nosso espírito é eterno e habita num corpo infinito. Com outras palavras tudo que fazemos,  fazemos a nós mesmos. O velho paradigma dualista dá lugar à unicidade do universo que nos indica: se eu não estou separado de nada nem de ninguém, não posso agredir, porque me estarei agredindo; não posso difamar, porque difamarei a mim mesmo; não posso matar, porque estarei matando a mim mesmo e a interferir no projeto divino da criação.

Somos um espírito eterno num corpo infinito, nada acontece por acaso, tudo tem uma finalidade que nos leva para a frente e para cima.

Sei que muitos de nós estão neste momento em sofrimento, incapazes de compreender estas palavras e conceber um sentido mais profundo para o seu sofrimento. Mas despertar a consciência para que tudo na vida tem um propósito mais amplo e profundo que nos leva para frente e para cima, garante uma vida de certeza e autoconfiança no universo e em Deus. Na realidade tudo é perfeito; tudo está no seu devido lugar; tudo é sagrado e em tudo existe uma ordem, mesmo quando aparenta desordem.

O artigo já vai longo, e começa a tornar-se confuso para algumas mentes ainda empedernidas com a ilusão matéria. No próximo artigo, vou resumir os princípios basilares com que podemos nos transformar e transformar o mundo. Este artigo é tirado do Curso intensivo de limpeza e recuperação para adultos, agendados para o próximo janeiro, março e maio de 2019, na casa escola António Shiva.

Por favor esclarece as tuas dúvidas, ajuda-me a melhorar

António Fernandes

O importante é a mensagem não o mensageiro

O importante é a mensagem não o mensageiro

mensagem

O portal para um mundo diferente

Hoje que completo mais um ano de vida, tenho a certeza que muitos daqueles que não me acompanharam nas últimas cinco décadas têm dificuldades em entender o porquê da importância que dou à nova era e à mudança de paradigma. Como os meus últimos artigos têm gerado celeuma e reações hostis de alguns filósofos, eu decidi por bem esclarecer.

Quem lê os meus artigos está acostumado a ler “não acreditem nem rejeitem aquilo que aqui escrevo”…, por isso não tenho a intenção de ensinar nada a alguém. Todos sabemos que uma reação violenta em relação a qualquer coisa é originada no medo. Quero lembrar que não há que ter medo. Sugiro que peçam esclarecimentos perante uma dúvida em vez de uma reação hostil que impede que se faça luz.

Como tudo começou. Já está quase a perfazer duas décadas que tudo começou. Era final de século e início de um novo milénio. Era o início do ano 2000 e coordenava na altura o instituto de gestão de stress, um projeto inovador, ao serviço de uma dezena de psiquiatras e outros agentes ligados a doenças aditivas. Neste espaço residencial, em regime de absoluto anonimato (indispensável ao estigma da doença), eram recebidos homens e mulheres da classe média/alta, essencialmente com problemas de álcool. Era um serviço honesto e responsável, com resultados incríveis.

A grande cambalhota. Ainda no decorrer do ano 2000 é recebido no espaço que coordeno um novo residente do sexo masculino com 36 anos de idade (que vamos dar o nome de João) com um grave problema (cirrose hepática), em estado de degradação avançada. A sua permanência tinha sido requerida, na esperança de o manter vivo até a hora do transplante (fígado). Apesar de jovem e simpático, o mal-estar provocado pela doença e a ascite tornava-o antissocial, agravando ainda mais a nada animadora deterioração física. As semanas passaram e o João, lenta mas progressivamente, começou a integrar-se na casa e no grupo que nela habitava. Começou por participar com a sua presença nas palestras diárias, em que entrava mudo e saía calado e no final da 3ª semana a ascite estava a ceder e o volume dos líquidos abdominais (barriga d’água) tinha reduzido cerca de 50 %. A língua começou a desatar-se e os primeiros sorrisos começaram a esboçar-se e na quinta semana já fazia parte integrante de todos os trabalhos terapêuticos e das tarefas da casa. Na oitava semana o João estava em condições físicas emocionais e mentais para regressar ao seu trabalho. O João não precisou mais de transplante e todos os valores estavam dentro na normalidade. Qual foi o tratamento? Somente as limpezas linfáticas normais e uma mudança de consciência. Nada mais. Na altura não tive consciência da dimensão real e não dei importância ao caso. Ainda no mesmo ano outro caso, uma senhora de 68 anos que vamos dar o nome de Maria, que apesar de um problema de álcool, tinha cancro da mama já com metástase nos ossos e pulmão. O seu estado era muito delicado. O objetivo era conseguir alguma qualidade para o tempo de vida que lhe restava. Da mesma forma como o João, a Maria mudou a forma de ver vida e o mundo e além de não precisar de adicionar o álcool para lidar com os seus sentimentos e emoções, também o cancro e as metástases desapareceram sem explicação. Uma recuperação incrível. Como o João e a Maria outros casos se seguiram de portadores de doenças crónicas como a diabetes e outras (alguns insulinodependentes). Depois de um estudo mais aprofundado percebi que todos os que mudavam a forma de pensar, mudavam a forma de lidar com os sentimentos e as emoções e problemas físicos mais ou menos graves desapareciam definitivamente. Por outras palavras, logo que a pessoa mudava tudo mudava na vida do indivíduo. Eufórico com as conclusões tentei expor o caso junto dos profissionais de saúde que me enviaram os pacientes com casos mais dramáticos, mas o melhor que consegui foi “cala-te bem calado que é melhor para todos”. Achei a posição muito estranha, porque eram vários “profissionais” todos com postura igual…, alguns nunca mais me falam e nenhum dos que viram os seus doentes recuperar para uma vida de qualidade mandou mais doentes para o instituto que coordenava. Parece tudo muito estranho, mas não o é… Tudo é perfeito, não podia ser diferente…, Embora na altura não conseguisse enxergar o grande benefício na “grande frustração”.

Procura e achareis. Apesar de todos os resultados conseguidos não podia quebrar o anonimato dos residentes e mesmo que alguém tivesse disposto a quebrar o anonimato (o caso da Maria), ficaríamos com um caso isolado que nada mostrava. E acima de tudo não tinha a intenção de tentar convencer alguém, mas sim mostrar que o simples largar de um conceito pode fazer milagres de mudar uma realidade. Não desisti de procurar uma explicação, não porque tivesse qualquer dúvida, mas porque não queria embandeirar no folclore New Age da altura, carregado de misticismo…, ou pior ainda, fazerem de mim um Guru. Essa a razão de procurar explicação para todo o processo de recuperação e transformação pessoal à luz da ciência. Inicialmente cruzei-me com John Demartini um disléxico que mostrou a quântica e Amit Goswami que me mostrou o maravilhoso mundo da quântica e como todo este processo de transformação pode ser explicado. É verdade que poderia simplesmente sugerir a leitura do “Universo Autoconsciente de Amit Goswami em vez de escrever artigos, mas arriscava-me a ouvir que a leitura é difícil e confusa, onde a espiritualidade caminha lado a lado com equações complicadas.

Alusões finais

Caros leitores com este texto não tive a intenção de justificar nada, o meu único objetivo é partilhar a minha experiência. E com minha experiência, acender uma luz no fundo do túnel daqueles que estão mergulhados no sofrimento. O meu trabalho destina-se a quem quer resultados, não para quem quer perder o tempo precioso que lhe resta a filosofar.

Continuo incondicionalmente aberto a qualquer pedido de esclarecimento.

António Fernandes  

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