Ansiedade – a origem do sofrimento

Ansiedade – a origem do sofrimento

“O REI VAI NU”
Conto popular

Ainda na sequência da formação de março para profissionais facilitadores do bem-estar e qualidade de vida, volto a tocar no ponto fulcral do sofrimento do homem moderno. “O rei vai nu”. Continuamos cegos e surdos a insistir tapar o sol com a peneira, não querendo enxergar o óbvio. Usamos todo o tipo de drogas para conseguir um sofrimento menos doloroso, em vez de entrarmos em harmonia com a vida.

É urgente ficar-se ciente que nenhuma droga vai anular a infelicidade ou o sofrimento. O mais que se pode conseguir é ficar ainda mais inconsciente da realidade, ou seja, com mais do que já cria o insuportável sofrimento. Porque o sofrimento ou infelicidade já é um estado de inconsciência. É-se infeliz porque não se está ciente do que se está a fazer nem do que se pensa, nem do que se sente. Qualquer droga legal ou ilícita só vai tornar mais inconsciente quem a usa. E por isso, com mais sofrimento.

Atenção, é preciso esclarecer que quando falo de drogas não me refiro às proibidas, essas são as que menos mal produzem na humanidade. Apesar de serem uma espécie de folclore com que se distraem as massas, também servem muitas vezes como o grito do “o Rei vai Nu” para o mundo de zumbis ou mortos vivos, que detêm o poder governam este mundo. Existem mil e uma drogas “estorva sofrimento”. Não são só somente as receitadas pelos “testa de ferro” da indústria da doença e o álcool; todas as religiões; as redes sociais; o sucesso; o sexo; as relações; o poder; etc.; também são usados como o ópio para anular o sofrimento. Claro o ópio ou as várias marcas de ópio não anulam a ansiedade ou o sofrimento, apenas o adormecem, ao mesmo tempo que estimulam um crescimento cada dia maior do sofrimento, através da ansiedade.

Como sair da ansiedade ou sofrimento? Tomar consciência do ridículo que é alimentarmos as nossas fontes de dor e sofrimento é o primeiro e grande passo. Logo que se esteja ciente que alimentar uma dor ou mágoa é uma atitude pouco inteligente, começamos a percorrer o caminho que nos traz de volta para casa. Estar ciente é única forma de sair da ansiedade ou estado de inconsciência. Somos infelizes porque não estamos conscientes do que fazemos e pensamos.

É muito simples ter uma vida de qualidade. E resume-se a entrar no fluxo da vida em vez de estupidamente lutar contra o que não se pode mudar.

Como fazer? Antes de tudo é importante esclarecer os grandes equívocos com que a humanidade tem vindo a ser burlada (sem se mudar esses infelizes preconceitos jamais entraremos no fluxo e processo da vida «nos reinos dos Ceus» “como dizia o mestre Jesus”).

“Estabilidade” a Grande Burla – com que são enganados os tolos mais adormecidos. Esta burla é a âncora de todos os preconceitos que constroem o sofrimento (ansiedade) e roubam a vida ao homem moderno. Procura-se estabilidade em tudo, no casamento, nas finanças, no emprego, etc.,

Porque é a grande burla? Somos incitados em procurar estabilidade, quando no universo nada é estável. Tudo é movimento, nem na morte existe estabilidade. É urgente descartar a estabilidade das nossas vidas, para que a nossa caminhada seja uma prazerosa aventura, sempre na expectativa das bênçãos que nos traz cada momento do dia.

Quando descartamos a falsa ilusão de estabilidade da nossa realidade, ficamos confiantes e perdemos a necessidade de controlar; e por consequência embarcamos na vida. O único lugar que é bom estar.

Basta para isso uma postura de aceitação em relação à vida para que rapidamente se entre num estado de graça. Infelizmente a aceitação é ainda confundida com tolerância, uma atitude oposta que leva quem a usa à autodestruição. Aceitação é um ato de amor e inteligente enquanto tolerância é arrogância.

Se assim não fosse não existiria insegurança em relação à única coisa que nunca nos abandona: o fluxo e o sentido da vida. É preciso despertar do estado de sonho de olhos abertos. Só despertos podemos estar conscientes do que fazemos, pensamos e sentimos.

Não é certamente com drogas que temos acesso à felicidade e à verdadeira alegria de viver. Não existe qualquer tipo de segredo para se ser alegre e feliz. O único “segredo” é viver conscientemente. E todos os mestres e budas que passaram por esta terra foram unânimes na receita, apesar das formas diferentes. Estar consciente (vigilantes) é a receita.

Para ilustrar o sofrimento do homem moderno temos o conto infantil “o Rei vai nu”

Conta-se que em tempos já lá vão, existiu um rei muito inseguro que morria de medo que alguém notasse a sua insegurança. Para que ninguém se apercebesse de sua insegurança, ele vestia-se de forma muito espampanante. Preferia que lhe chamassem vaidoso ou excêntrico que medroso. Por isso usava sempre roupas muito vistosas e que ninguém conseguisse igualar. 

Apercebendo-se das fragilidades do pobre rei, um dia vieram ter com ele dois habilidosos manipuladores que lhe falaram assim:

– Majestade, sabemos que gosta de andar sempre muito bem vestido – vestido como ninguém e bem o mereceis! Descobrimos um tecido muito belo e de tal qualidade que os tolos não são capazes de o ver. Com um fato assim Vossa Majestade poderá distinguir as pessoas inteligentes dos tolos, parvos e estúpidos que não servirão para a vossa corte.

Oh! Mas é uma descoberta espantosa! – retorquiu o rei. Tragam já esse tecido e façam-me o fato; quero ver as qualidades das pessoas que tenho ao meu serviço.

Os dois burlões tiraram as medidas e, umas semanas depois, voltam ao palácio apresentando-se ao rei dizendo:

– Aqui está o fato de Vossa Majestade.

O rei não via nada, mas como não queria passar por parvo, respondeu:

– Oh! Como é belo!

Então os dois burlões fizeram de conta qua estavam a vestir o fato, com todos os gestos necessários e com elogios do género:

– Ficais tão elegante, meu rei! Todos vos invejarão!

A notícia correu todo reino: o rei veste um fato que só os inteligentes eram capazes de ver. Um dia o rei resolveu sair para se mostrar ao povo. Aí era aclamado por todos. Toda a gente admirava a vestimenta, porque ninguém queria passar por estúpido, até que, a certa altura, uma criança, em toda a sua inocência, gritou:

– Olha, olha! O rei vai nu!

Gerou-se a confusão que acabou com a gargalhada geral. Só então o rei compreendeu que fora enganado; envergonhado e arrependido de ocultar a sua insegurança com a extravagância, correu a esconder-se no palácio, jurando a si mesmo nunca mais tentar esconder suas limitações.

Só assumindo a responsabilidade pela nossa realidade, poderemos transformar uma limitação em poder.

Todos os iluminados ensinaram uma única lição. Em diferentes idiomas, com diferentes metáforas, mas melodia é a mesma. “O rei vai nu”. Despertai da hipnose psicótica… peguem a vida…

António Fernandes

Ansiedade – o inferno da sociedade moderna

Ansiedade – o inferno da sociedade moderna

“Não há rapazes maus”

Padre Américo

 A humanidade nunca teve tanto e nunca foi tão infeliz. Vive-se mergulhado no vazio existência. Como a ansiedade, pânico, agorafobia e outras fobias causadoras da maioria dos males, tornaram-se o grande filão da indústria da doença e de todos os seus agentes. Enquanto continuarmos neste caminho, a ansiedade (medo) continua a evoluir a velocidade vertiginosa, arrastando com ela todos os tipos de guerras internas e externas do mundo moderno.

Nunca os meus textos serviram para denunciar seja o que for. Sempre que interfiro com algumas palavras escritas é para apresentar soluções e não alimentar celeumas estéreis indignas de qualquer inteligência. Há mais de 20 anos que dedico a minha vida a esvaziar homens e mulheres de todos os estratos sociais, raças e credos desse medo ilusório chamado ansiedade. Apesar da ansiedade ser a causa de quase todos os males e alimentar a indústria mais poderosa do planeta não passa de uma ilusão dos sentidos. Não digo que o sofrimento que ela provoca não é real. Claro que é real. Mas é provocado por uma visão distorcida da realidade. Da mesma forma que a Organização Mundial da Saúde diz que todas as doenças crónicas são psicossomáticas, também afirmo que a ansiedade, assim como a depressão, resultam de uma ilusão dos sentidos. E posso fazer esta afirmação de forma categórica. Se alguém tiver dúvidas, basta pedir esclarecimentos no atendimento da Casa Escola António Shiva.

Ansiedade, vilão que matas qualquer momento prazeroso de onde vens? Vem do velho paradigma educacional Newtoniano/cartesiano. O mundo mudou e continuou-se a enxergar como antes. Hoje a ciência moderna mostra de forma simples e clara que é um caso de pedagogia educacional. Todos os que passam pela nossa escola de transformação de paradigma são as testemunhas disso.

Então vejamos: quando ouvi pela primeira vez “Não há rapazes maus”, pedagogia do Padre Américo, rapidamente se tornou a frase mais inspiradora na minha curta infância (se é que tive infância).

Vou contar…, desde criança, mesmo vivendo num gueto em que a tensão da luta pela sobrevivência era ininterrupta, sempre percebi que, por detrás da violência, existia um medo incontrolável. Quanto mais medo mais violência. Os maldosos perversos eram tão maldosos quanto tristes e infelizes. E a luta pela sobrevivência era simplesmente um reflexo do medo e da infelicidade das pessoas do meu gueto. Um gueto feito de casebres cobertos a canas e chapas de zinco, habitado na esmagadora maioria por famílias de etnia cigana.

Quantas vezes me lembro das palavras do meu pai quando se referia a mim “ele não é mau, são as más companhias que o estragam”. Quando ouvia o meu pai, eu ficava convicto que os pais daqueles que eram “más companhias” para mim, diziam o mesmo aos filhos. E passava eu a ser a “má companhia” para os filhos deles.

O que é que tem isto a ver com a ansiedade de hoje?

Tudo! Na verdade, naquele gueto, nos últimos anos, da década de cinquenta, estava-se em constante pressão, não existindo condições para que ansiedade se instalasse. Ao mais pequeno sinal de perigo, era injetada adrenalina no sangue, para que pudéssemos fugir ou lutar contra o perigo.

Hoje o mundo já mudou, mas continua-se com uma pedagogia assente no medo. Medo de não ser capaz, medo do desemprego, medo de não estar a altura das expectativas, medo de não ser amado, medo de ser enganado, medo de não estar no lugar certo na hora certa, medo, medo, medo, medo…, enfim um mundo de vitimismo. Continuados a ser formatados desde a mais tenra idade para sermos normalizados. Como sendo um parafuso que ter entarraxar numa determinada porca. O conceito de normalidade em relação ao ser humano está a destruir a nossa juventude. 20% dos nossos alunos do 2º ciclo já são drogados com a Ritalina, porque a pedagogia usada no ensino não mantém o interesse do aluno. Os 20% que não deixam formatar são drogados, os outros 80% são formatados. Essa formatação leva-os inevitavelmente para o lugar de vítimas. Tornamo-nos dependentes. Sem poder, escravos de um sistema, com medo de sermos excluídos. Os que não se deixam formatar chamam-lhe marginais. Infelizmente a maioria prefere ser dependente “vítima” de um sistema, do que fazer da sua vida uma obra, com medo de ser marginalizado. Depois de formatado vive-se no medo, achando que o mundo nos deseja prejudicar: o governo, os vizinhos, a sociedade, “os maus” (Não há rapazes maus), que tomam as mais variadas formas.  Tornam-se dependentes do sistema. Sem qualquer poder…, queixam-se, reclamam, protestam e reúnem-se em grupos para lutar contra aqueles que os submetem. De uma forma geral a vida destas pessoas não é boa, tirando algumas exceções.

É esta pedagogia do medo que faz a metamorfose, transformando o mais belo e divino do humano num ansioso que não mais confia no fluxo e processo da vida.

Seria bom nos responsabilizarmos pelo que está a acontecer ao mundo e à humanidade. Em vez de tentar “curar” seria bem mais útil mudar a pedagogia materialista/dualista pela moderna pedagogia espiritual da física moderna, a física das possibilidades em liberdade.   

António Fernandes

Uma nova visão de mundo III

Uma nova visão de mundo III

mundo

«Pela fé compreendemos que o Universo foi criado por intermédio da Palavra de Deus e que aquilo que pode ser visto foi produzido a partir daquilo que não se vê».

da Bíblia em Hebreus 11:3

Em continuação da série de artigos “Uma Nova Visão de Mundo” mais uma vez falaremos da mecânica quântica. Opto pela mecânica da física moderna, a ciência mãe das tecnologias que governam o mundo, porque não sou um iluminado mas um simples espectador da realidade, que as minhas curtas vistas conseguem enxergar. Protejo-me assim de alguma forma de controvérsias inúteis que em nada dignificam a inteligência humana. Vejamos; há poucos dias Elon Musk, o visionário filantropo sul-africano-canadense-americano fundador da Tesla, disse em entrevista que o seu receio é a inteligência artificial. E essa análise feita por um visionário fez-me repensar algumas das questões absurdas com que me venho confrontando nos últimos 20 anos. Então vejamos, numa época em que inteligência artificial faz parte do quotidiano de todos; numa altura em que foi dada pela Arábia Saudita a cidadania à Sophia “robô humanóide”, capaz de aprender e trabalhar com humanos, adaptando-se ao seu comportamento e hábitos, continua-se a resistir à mudança de paradigma, agarrados como por hipnose psicótica à ilusão da aparência. Mesmo após campanhas e alertas catastróficos da O.M.S. não para de crescer a velocidade estonteante a ansiedade, depressão, síndrome de pânico, doenças psicossomáticas, guerras.

Não vou falar agora do porquê dessa conduta autodestrutiva do homem moderno que cria as suas próprias fontes de dor, porque para isso teríamos de entrar em dogmas religiosos, científicos e filosóficos.

A nova visão de mundo não é uma simples opção que se pode querer ou não, é uma decisão entre vida ou morte; paraíso ou inferno; saúde ou doença; reação ou pro-ação. É imprescindível para todos aqueles que estão cansados do vazio existencial e do sentimento de inutilidade. Com a mecânica quântica enxerga-se com clareza como viver em harmonia com a vida e com Deus, mudando de uma conduta reativa para uma conduta proativa. É para quem precisa de resultados, não para quem ainda quer filosofar em vez de ser. Porque não basta saber que a vida é uma passagem de curta duração entre o nascimento e a morte e que cada minuto não usado para a autorrealização jamais poderá ser recuperado. Não basta reconhecer que usamos o pouco tempo que nos resta em controvérsias que não acrescentam nada, nem trazem felicidade a alguém. Não basta saber que vivemos apegados ao efémero e partimos desta realidade e deixamos cá tudo pelo qual lutamos. Tudo isso foi proclamado pelo Nazareno, mas ao fim de 2000 anos continua-se na mesma. É preciso Ser.

Voltemos à nova visão de mundo e o que a ciência moderna nos diz do universo e do mundo. Vimos nos artigos anteriores que tudo que existe no universo visível e invisível é energia (há quem lhe chame Deus, Ki Shi, Prana, etc…). Todas as coisas possuem a natureza da criação que reside latente dentro de si mesmas; vimos também que tudo faz parte de tudo. Temos tudo dentro de nós. Vimos também que nada acontece por acaso tudo tem um propósito universal. Vimos que tudo está interligado, não podemos magoar ou roubar a não ser a nós mesmos. Em vez de filosofarmos em relação à situação mundial, a física moderna diz-nos que precisamos de nos transformar a nós mesmos, mudar o nosso comportamento e alcançar a verdadeira felicidade e plenitude em nossas vidas, para executar a missão pela qual decidimos nascer.

A Cabbala com cinco mil anos diz “aquilo que os nossos olhos testemunham no mundo exterior todo o mal, toda a perversão, não passa de uma imagem no espelho refletindo os resquícios de mal que jazem ocultos e não detetados nos nossos corações”.

Não vou continuar a lembrar o já escrito e vamos saber como numa nova visão de mundo, uma visão espiritualista guiada pela mecânica da “moderna” física quântica transformamos o que o materialista chama crise numa bênção.

Vamos com calma, que uma mente empoeirada pela complicada ilusão materialista tem dificuldades em lidar com a simples prática da mecânica quântica aplicada no quotidiano. Hoje a inteligência artificial ou tecnologia de ponta resulta da ciência das possibilidades (física quântica). Todos estamos familiarizados com as constantes atualizações dos computadores telemóveis etc., mas ficamos agarrados a conceitos que já foram úteis, mas que hoje certamente não o são.

Então vamos lá…, um observador com mente materialista cega pela ilusão da matéria, reage à aparência do acontecimento ou coisa, criando uma crise. O observador de mente embebida na nova visão de mundo perante um acontecimento não esperado ou coisa aparentemente prejudicial, não reage à aparência porque sabe que tudo é energia e a ocorrência tem um propósito amplo dentro de infinitas possibilidades. Aqui o observador de mente aberta e vistas limpas decide que seja feita a vontade do todo (consciente de certeza e autoconfiança que a vontade do todo não lhe dá o que pensava receber mas muito mais do que poderia imaginar). Aquilo que uma mente materialista chama crise, um espiritualista chama bênção. Aqui estão usadas as duas primeiras leis da mecânica do universo, que dão origem ao famoso entrelaçamento de onda, manifestando-se na terceira lei da mecânica quântica: o observador atrai na mesma frequência e densidade que irradia.

Resumindo: A mecânica quântica ao ser aplicada no quotidiano pelo ser humano,mudará o mundo e a humanidade. Com a nova visão de mundo sabemos que tudo tem um propósito e que os problemas moram dentro de nós. As coisas só têm a energia que o observador (nós) colocamos nelas e exercem em nós a influência que permitimos. Nada acontece por acaso, tudo tem um objetivo mais amplo e profundo.

Como artigo já vai longo, antes que a confusão possa tomar o lugar do pretendido aclarar, despeço-me e termino com uma citação do Hanyashingyo, Sutra do coração e do conhecimento budista, «aquilo que pode ser visto não tem forma e aquilo que não pode ser visto tem forma».

 

Incondicionalmente disponível,

António Teixeira Fernandes

 

Lê os restantes artigos da série aqui: Artigo 1, Artigo 2

Uma nova visão de mundo II

Uma nova visão de mundo II

visão de mundo II

O mundo já mudou, é urgente mudar o paradigma!

Uma nova visão de mundo implica uma nova visão de nós mesmos, uma nova visão dos outros, uma nova visão de Deus e da humanidade. Como prova disso, quero só lembrar e reforçar a parte mais importante do primeiro artigo que mostra que a realidade das diferentes civilizações, refletia a forma como a humanidade se auto enxergava, enxergava o mundo e enxergava Deus ou as divindades. Penso que ficou também esclarecido no artigo anterior que o paradigma atualmente vigente (Newtoniano/cartesiano) responsável pela realidade atual, já destrói mais do que constrói na sociedade atual. As estruturas sociais da educação à saúde, passando pela economia e política estão desfiguradas, instáveis…, em ruína. Aqui não há qualquer tipo de exagero ou partidarismo. Só não vê quem se negar a enxergar. Mas de nada adianta expor a infeliz realidade sem soluções para apresentar. Mas normalmente só nos abrimos ao novo quando o velho já não tem mais conserto.

Mais uma vez vou bater na mesma tecla, enquanto permanecermos sob o efeito do velho paradigma Newtoniano/cartesiano as doenças psicossomáticas não param de crescer a uma velocidade alucinante. Desde a ansiedade, à depressão, passando pela diabetes e outras mais, acabando nas doenças cardiovasculares, tudo é psicossomático; e segundo os dados oficiais (O.M.S.), nunca pararam de crescer, apesar dos investimentos da indústria da doença. Alguns meios de comunicação até já lhes chamam “as doenças do século”. Enfim, se é psicossomático, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) são criadas pela própria pessoa, num processo de somatização, que só possível através de conceitos com que orientam as suas vidas. Por sua vez um conceito, é uma verdade baseada num princípio, verdades aceites por cada um de nós, baseadas no paradigma atual. Este paradigma demorou séculos a substituir o baseado nos movimentos astrais. Não aconteceu de um dia para o outro, como vai também demorar algum tempo o conceito da moderna física quântica (a física das possibilidades) a substituir o velho e já obsoleto conceito newtoniano/cartesiano com que criamos as disparidades do mundo de hoje.

Este artigo é sobre “uma nova visão do mundo” e não vou fugir do essencial.

Mas não consigo continuar sem voltar a repetir-me…, para se ter uma nova visão de mundo precisamos de ter uma nova visão melhorada de nós mesmos que, por conseguinte, vai dar uma nova visão dos outros, para assim termos uma nova visão do universo e do mundo. Mas para isso é preciso perceber não como é que a física moderna funciona, (para isso temos cursos intensivos de expansão da consciência) mas sim o que a física quântica ou física das possibilidades nos mostra de nós e do mundo.

É urgente despertar.

É verdade que oiço muitas vezes da boca de pessoas que lhe foram concedidos “cargos de poder” dizer: “só acredito no que posso ver, tocar e cheirar”. E é um pouco (consciente ou não) essa postura de quem vive na hipnose dos sentidos. O efeito hipnótico é de tal forma poderoso que apesar de se estar no limiar da 5G de telemóveis e de 99% de tudo que utilizamos no quotidiano depender da moderna física quântica, continua-se a negar como na “idade da pedra lascada” o que o que não conhecemos. Uma nova visão de mundo implica uma nova visão de nós mesmos. E precisamos começar por aí. Por nós… comecemos pelo corpo que cada um de nós habita.

Então vamos lá com calma.

A física quântica é a ciência das possibilidades. E vamos com a ajuda dela ter uma nova visão de nós mesmos. Apregoa-se aos quatro ventos, e com verdade, que com o simples conhecimento das leis da mecânica quântica, podemos conscientemente criar a realidade que se deseja. Mas de nada vale o conhecimento das leis bases da mecânica quântica se não tivermos uma visão mais clara de nós mesmos e do corpo que habitamos e como nos inserimos conscientemente no universo.

Continuando…, começamos por uma “nova noção” de corpo físico para iniciarmos o processo de mudança de paradigma. Basta de ansiedade! Chega de frustração, depressão e sofrimento. Já todos aprendemos na escola que tudo é feito de energia (átomo), tudo é energia, uma mesa, uma cadeira, um calhau ou árvore; tudo é átomo, tudo é energia…, e o corpo que cada um de nós habita, apesar da ilusão da aparência física, também o é.

Peço-te agora só um pouco de paciência…,

É verdade que poderia só mostrar uma nova visão quântica (espiritual) de mundo, mas para quem está sobre o efeito hipnótico da matéria, cria ansiedade, depressão, stress, enfim sofrimento… precisa de ir além da ilusão dos sentidos. Então o melhor é começarmos por nós mesmos. Pelo nosso corpo. O nosso corpo que parece uma estrutura sólida, também é uma ilusão dos sentidos. Vejamos…, a estrutura física que cada um de nós habita está organizada por sistemas: sistema cardiovascular, sistema digestivo, sistema nervoso, sistema respiratório etc…. Os sistemas são feitos de órgãos: coração, pulmões, estomago, cérebro, por aí a diante. Os órgãos são feitos de tecidos, os tecidos são feitos de células, as células são feitas por moléculas, as moléculas são feitas de átomos e os átomos por partículas subatómicas, tais como o quantum que deu o nome a física quântica, mesões, protões, eletrões, etc… Enfim o que os cientistas chamam de energia. Ao fim das contas somos 99,99999 vibração. Claro que isto não tem nada de novo. De novo só os termos e a explicação da ciência. Com esta pequena demostração podemos subir para uma visão mais ampla do que aquela que nos é fornecida pela física clássica. Da mesma forma que o corpo físico que habitamos é essencialmente energia, também todas as formas físicas da matéria o são. Quando julgamos identificar um pedaço de madeira, betão ou mesmo um seixo, estamos perante a vibração. Se os dividirmos até à sua origem entramos sempre no estranho mundo em que tudo o que existe são ondas e partículas vibrando. Enfim todo o universo é vibração (energia) e cada coisa no universo gera a sua própria frequência vibracional.

Sei por experiência própria que não é fácil para uma mente educada através da ilusão da matéria conceber que tudo que existe visível e invisível no universo é feito de uma mesma energia (ou substância amorfa) e o que vulgarmente chamamos coisas (matéria) são diferentes vibrações de uma mesma matéria. Tudo é vibração, mudança e transformação em simultaneidade. Nada está separado. Tudo é interação, tudo é UM.

Podemos, através da física moderna, concluir que tudo faz parte de tudo.

Somos formados pela mesma substância com que todo o universo é feito e possuímos dentro de nós tudo que existe no universo. Possuímos o todo dentro de nós mesmos. Por outras palavras: somos uma partícula de todo o universo e temos todo o universo dentro de nós. O nosso espírito é eterno e habita num corpo infinito. Com outras palavras tudo que fazemos,  fazemos a nós mesmos. O velho paradigma dualista dá lugar à unicidade do universo que nos indica: se eu não estou separado de nada nem de ninguém, não posso agredir, porque me estarei agredindo; não posso difamar, porque difamarei a mim mesmo; não posso matar, porque estarei matando a mim mesmo e a interferir no projeto divino da criação.

Somos um espírito eterno num corpo infinito, nada acontece por acaso, tudo tem uma finalidade que nos leva para a frente e para cima.

Sei que muitos de nós estão neste momento em sofrimento, incapazes de compreender estas palavras e conceber um sentido mais profundo para o seu sofrimento. Mas despertar a consciência para que tudo na vida tem um propósito mais amplo e profundo que nos leva para frente e para cima, garante uma vida de certeza e autoconfiança no universo e em Deus. Na realidade tudo é perfeito; tudo está no seu devido lugar; tudo é sagrado e em tudo existe uma ordem, mesmo quando aparenta desordem.

O artigo já vai longo, e começa a tornar-se confuso para algumas mentes ainda empedernidas com a ilusão matéria. No próximo artigo, vou resumir os princípios basilares com que podemos nos transformar e transformar o mundo. Este artigo é tirado do Curso intensivo de limpeza e recuperação para adultos, agendados para o próximo janeiro, março e maio de 2019, na casa escola António Shiva.

Por favor esclarece as tuas dúvidas, ajuda-me a melhorar

António Fernandes

O importante é a mensagem não o mensageiro

O importante é a mensagem não o mensageiro

mensagem

O portal para um mundo diferente

Hoje que completo mais um ano de vida, tenho a certeza que muitos daqueles que não me acompanharam nas últimas cinco décadas têm dificuldades em entender o porquê da importância que dou à nova era e à mudança de paradigma. Como os meus últimos artigos têm gerado celeuma e reações hostis de alguns filósofos, eu decidi por bem esclarecer.

Quem lê os meus artigos está acostumado a ler “não acreditem nem rejeitem aquilo que aqui escrevo”…, por isso não tenho a intenção de ensinar nada a alguém. Todos sabemos que uma reação violenta em relação a qualquer coisa é originada no medo. Quero lembrar que não há que ter medo. Sugiro que peçam esclarecimentos perante uma dúvida em vez de uma reação hostil que impede que se faça luz.

Como tudo começou. Já está quase a perfazer duas décadas que tudo começou. Era final de século e início de um novo milénio. Era o início do ano 2000 e coordenava na altura o instituto de gestão de stress, um projeto inovador, ao serviço de uma dezena de psiquiatras e outros agentes ligados a doenças aditivas. Neste espaço residencial, em regime de absoluto anonimato (indispensável ao estigma da doença), eram recebidos homens e mulheres da classe média/alta, essencialmente com problemas de álcool. Era um serviço honesto e responsável, com resultados incríveis.

A grande cambalhota. Ainda no decorrer do ano 2000 é recebido no espaço que coordeno um novo residente do sexo masculino com 36 anos de idade (que vamos dar o nome de João) com um grave problema (cirrose hepática), em estado de degradação avançada. A sua permanência tinha sido requerida, na esperança de o manter vivo até a hora do transplante (fígado). Apesar de jovem e simpático, o mal-estar provocado pela doença e a ascite tornava-o antissocial, agravando ainda mais a nada animadora deterioração física. As semanas passaram e o João, lenta mas progressivamente, começou a integrar-se na casa e no grupo que nela habitava. Começou por participar com a sua presença nas palestras diárias, em que entrava mudo e saía calado e no final da 3ª semana a ascite estava a ceder e o volume dos líquidos abdominais (barriga d’água) tinha reduzido cerca de 50 %. A língua começou a desatar-se e os primeiros sorrisos começaram a esboçar-se e na quinta semana já fazia parte integrante de todos os trabalhos terapêuticos e das tarefas da casa. Na oitava semana o João estava em condições físicas emocionais e mentais para regressar ao seu trabalho. O João não precisou mais de transplante e todos os valores estavam dentro na normalidade. Qual foi o tratamento? Somente as limpezas linfáticas normais e uma mudança de consciência. Nada mais. Na altura não tive consciência da dimensão real e não dei importância ao caso. Ainda no mesmo ano outro caso, uma senhora de 68 anos que vamos dar o nome de Maria, que apesar de um problema de álcool, tinha cancro da mama já com metástase nos ossos e pulmão. O seu estado era muito delicado. O objetivo era conseguir alguma qualidade para o tempo de vida que lhe restava. Da mesma forma como o João, a Maria mudou a forma de ver vida e o mundo e além de não precisar de adicionar o álcool para lidar com os seus sentimentos e emoções, também o cancro e as metástases desapareceram sem explicação. Uma recuperação incrível. Como o João e a Maria outros casos se seguiram de portadores de doenças crónicas como a diabetes e outras (alguns insulinodependentes). Depois de um estudo mais aprofundado percebi que todos os que mudavam a forma de pensar, mudavam a forma de lidar com os sentimentos e as emoções e problemas físicos mais ou menos graves desapareciam definitivamente. Por outras palavras, logo que a pessoa mudava tudo mudava na vida do indivíduo. Eufórico com as conclusões tentei expor o caso junto dos profissionais de saúde que me enviaram os pacientes com casos mais dramáticos, mas o melhor que consegui foi “cala-te bem calado que é melhor para todos”. Achei a posição muito estranha, porque eram vários “profissionais” todos com postura igual…, alguns nunca mais me falam e nenhum dos que viram os seus doentes recuperar para uma vida de qualidade mandou mais doentes para o instituto que coordenava. Parece tudo muito estranho, mas não o é… Tudo é perfeito, não podia ser diferente…, Embora na altura não conseguisse enxergar o grande benefício na “grande frustração”.

Procura e achareis. Apesar de todos os resultados conseguidos não podia quebrar o anonimato dos residentes e mesmo que alguém tivesse disposto a quebrar o anonimato (o caso da Maria), ficaríamos com um caso isolado que nada mostrava. E acima de tudo não tinha a intenção de tentar convencer alguém, mas sim mostrar que o simples largar de um conceito pode fazer milagres de mudar uma realidade. Não desisti de procurar uma explicação, não porque tivesse qualquer dúvida, mas porque não queria embandeirar no folclore New Age da altura, carregado de misticismo…, ou pior ainda, fazerem de mim um Guru. Essa a razão de procurar explicação para todo o processo de recuperação e transformação pessoal à luz da ciência. Inicialmente cruzei-me com John Demartini um disléxico que mostrou a quântica e Amit Goswami que me mostrou o maravilhoso mundo da quântica e como todo este processo de transformação pode ser explicado. É verdade que poderia simplesmente sugerir a leitura do “Universo Autoconsciente de Amit Goswami em vez de escrever artigos, mas arriscava-me a ouvir que a leitura é difícil e confusa, onde a espiritualidade caminha lado a lado com equações complicadas.

Alusões finais

Caros leitores com este texto não tive a intenção de justificar nada, o meu único objetivo é partilhar a minha experiência. E com minha experiência, acender uma luz no fundo do túnel daqueles que estão mergulhados no sofrimento. O meu trabalho destina-se a quem quer resultados, não para quem quer perder o tempo precioso que lhe resta a filosofar.

Continuo incondicionalmente aberto a qualquer pedido de esclarecimento.

António Fernandes  

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