Como se cria uma doença

Como se cria uma doença

Caro leitor (a) é com respeito e amor que venho mais uma vez partilhar convosco a minha experiência com leitores que pedem diariamente ajuda à Casa Escola António Shiva®. Aqui está um trecho de um pedido de ajuda de hoje, 14 novembro de 2019:

“Boa tarde amigo António, por favor me ajude se puder. Hoje não estou bem, estou com ataque fibromialgia, dói-me todo corpo, as articulações incham… então Deus me ajude.  Não consigo escrever muito, as articulações doem muito. Não sei o que fazer o meu cérebro faz isso; é doença autoimune…,  já tentei tudo… mas quando dá crise é horrível… Já fiz terapia…,  Já fiz tratamento com medicina alternativa e nada dá resultado. A vida se tornou um caos… estou escrevendo, chorando, gostaria de ajuda sim. Mas já desacredito em coisas, às vezes penso o meu tempo está acabando estou ficando velha e com uma vida de má qualidade

Obg por me atender

Obrigada”

Esta email veio do Brasil, de uma senhora em sofrimento, já desacreditada da vida, que acaba de completar 60 anos e viúva há 6 anos. Como podemos notar na mensagem, a aflição desta senhora é grande. Depois de ela ter respondido a um questionário de saúde integral que lhe foi enviado, pude perceber como esta senhora chegou a este ponto de sofrimento.

O desespero desta senhora foi criado como tantas outras causas de sofrimento que chegam ao nosso conhecimento diariamente. Assim aproveito para escrever um artigo de esclarecimento de como criamos as nossas doenças crónicas e faço o mote da aula de amanhã de mentoria de saúde integral.

 Com este artigo podes evitar uma doença, mas… se já a possuis, posso te garantir que há sempre uma solução perfeita para o teu problema, se de facto estiveres disposto a fazer o que for preciso para o resolveres. Porque da mesma forma que temos o poder de criar uma doença crónica com a nossa conduta errada, também temos o poder de a corrigir. Só precisas pedir ajuda e seguires sugestões.

Na verdade, estou convicto que se chega a situações extremas de sofrimento por (ignorância) falta do conhecimento básico tantos dos técnicos que deveriam ajudar na manutenção da saúde das famílias, como das próprias pessoas que levadas pelas campanhas publicitárias vão colaborando para que uma doença crónica se instale e alimente.

Então vamos lá…

Vive-se numa sociedade doente e muito do que vou escrever aqui soa como heresi, para muitos, mas a questão mantem-se; se estiveres disposto a fazer o que for preciso para mudar a tua realidade atual não hesites, porque há uma solução perfeita para cada problema.

Agora sim!

Todas as doenças, independentemente do nome com que a identifiquem ou da classificação dada pela indústria da doença, têm uma causa básica: a acumulação de substâncias nocivas conhecidas por “toxinas”. Não importa qual é a sua origem, se é da alimentação ou de outros, como a má função do metabolismo celular. As toxinas têm de ser eliminadas, pois, se o não forem, causarão o envenenamento do sangue, dos órgãos e da linfa que preenche os espaços celulares. Logo que a acumulação de substâncias nocivas (toxinas), começa a ameaçar o bem-estar do organismo, o corpo reage contra a intoxicação eliminando essas substâncias através dos órgãos excretores (fígado, intestinos, rins, pele, pulmões). Se a capacidade de eliminação não for suficiente, a inteligência do organismo recorre e surgem os sintomas do que normalmente se chama doença aguda, ou crise de autolimpeza como indicava Hipócrates.

Aqui é que começa a descambar. A inteligência orgânica inicia a crise de autolimpeza, para evitar o envenenamento do sague, dos órgãos e dos espaços intercelulares, e a atitude correta seria facilitar a ação do organismo no processo de desintoxicação. Mas a ignorância fala mais alto, e em vez de se ajudar o organismo, atacam-se os sintomas, reforçando ainda mais o processo de intoxicação.

Assim sendo para evitar a criação de doenças crónica, é essencial aceitar as doenças agudas sem reprimir os sintomas. Por outras palavras, eliminar uma febre, segurar uma diarreia, suprimir a dor ou mesmo suster a tosse são atitudes erradas, que fragilizam o organismo e criam condições para doenças graves ou crónicas se desenvolverem.

É urgente libertarmo-nos da santa ignorância e respeitar a inteligência do organismo. Não podemos separar o corpo das suas normas de funcionamento. Nenhuma medicina tem o poder da cura, a cura pertence à força vital do organismo, o inteligente é ajudar o organismo no seu processo de autocura, ajudando-o na libertação de substâncias nocivas, e na reposição de carências, derivado de uma dieta pobre e pouco variada ou por uma má digestão e absorção.

Hoje está muito em moda ter-se como bode expiatório os vírus, micróbios e bactérias, os terríveis parasitas que estão em toda a parte a causar e propagar doenças.  Na realidade, eles vivem no corpo como parasitas e encontram-se em toda a parte. Apesar de uns serem mais perigosos que outros, são inofensivos e fazem parte do meio ambiente das células. Só quando o meio ambiente é desequilibrado e o sistema imunitário se encontra intoxicado representam perigo de causarem doenças graves por uma multiplicação descontrolada.

Assim os vírus, micróbios e bactérias não são a causa primária de uma doença. Seria bem mais inteligente procurar o que originou o desequilíbrio ambiental do terreno e a fragilização da imunidade, porque um corpo fragilizado não consegue sobreviver à ocupação de micróbios patogénicos. Assim, ao compreendermos que a intoxicação física é a causa fundamental de todas as doenças, possibilita definir com clareza o caminho a seguir para a saúde integral.

Então como fazer?

Mas agora que temos a consciência que a origem de todas as doenças está na intoxicação física, o terapeuta ou mentor de saúde integral tem o dever de através de processos naturais, eliminar as toxinas, enquanto educa o cliente no sentido de o levar a modificar o seu estilo de vida, sem separar a desintoxicação física da desintoxicação mental. Tendo em conta que o ser um humano é um todo onde o mental, emocional e espiritual não podem ser separados do físico. 

Atenção a este alerta. É preciso estar atento e não nos deixarmos enganar com a fraude da alimentação saudável, tão em voga no momento. É bem pior a “emenda do que o soneto”. Seria começar a construir a casa pelo telhado;o que se cria na mente é o que se expressa no corpo; “Mens sana in corpos sano” , mente sadia produz corpo sadio, diz o velho ditado latino.

Porquê?

Uma pessoa alegre feliz e realizada não tem apetência por venenos, drogas ou excessos alimentares. Em vez de ser imposta uma dieta inútil ao doente, é bem mais útil que o doente se responsabilize pela realidade que está a viver e fazer-lhe rever a forma como se vê. A maior parte das doenças crónicas resultam da forma como o doente se vê, como vê os outros e como vê o mundo. Mudar o paradigma é mudar a realidade.

Em suma, é preciso restabelecer a paz e a harmonia alterada entre o indivíduo doente e o meio ambiente. Logo que o físico esteja desintoxicado, as carências repostas e a harmonia recuperada, não há mais lugar para doença ou sofrimento.

Na verdade, é a falta de harmonia que conduz à intoxicação física, causa de todas as doenças. A saúde integral abrange sentir-se em harmonia com ele próprio, com os outros e o meio ambiente, com Deus e o universo. 

O texto já vai longo, muito ficou para dizer, espero que coloques as tuas dúvidas como habitualmente para o meu email ou https://antoniofernandes.solucaoperfeita.com/saude-integral-solucao/ e se queres que tua experiência sirva para ajudar os outros deixa a tua autorização.

Obrigado,

António Fernandes

Se a tua vida não faz sentido, chegou a hora de mudar

Se a tua vida não faz sentido, chegou a hora de mudar

Diz-se violento o rio que tudo arrasta; mas não dizem violentas as margens que o comprimem.

Bertolt Brecht

Há sempre uma solução perfeita e criativa para cada problema

Prezados leitores, mais uma vez me dirijo a vós, com muito respeito e amor, numa época em que a par com a evolução tecnologia de ponta, a ansiedade e o descontentamento continuam a aumentar. Até aparenta que, quanto mais conseguimos, mais vazios nos sentimos. Nunca a humanidade teve tanto e nunca foi tão doente e infeliz. Tudo isto acontece porque a humanidade não consegue acompanhar o avanço tecnológico e as velhas instituições outrora com poder de educar foram ultrapassadas pela moderna tecnologia.

Se a tua vida não faz mais sentido, é urgente acertar o passo e acompanhar o fluxo e processo evolutivo. E para isso é necessário deixar a velha dualidade e entrar na unicidade. Apesar do aparente caos, o mundo caminha para o bem. As instabilidades nas zonas até aqui consideradas seguras, mostram quanto é importante avaliarmos a velha forma de pensar. Hoje sabemos que somos as vítimas da nossa própria ação. O Stress e as doenças psicossomáticas representam mais de 85% das doenças no mundo, segundo a O.M.S., e estão presentes em todas as famílias da civilização moderna. Não adianta tapar o sol com a peneira, mas também não é suposto fazer alarme. Basta despertar da ilusão hipnótica e assumir a responsabilidade da vida.

Pôr a nossa natureza em ordem é como afinar um instrumento de cordas.

Wang Che

Se não existir crescimento não existe vida. Sei que muitos estão a passar por privações, percas, depressão, enfim dor. Apesar de ser difícil aceitar, são as dores do crescimento. Mas será que para existir crescimento é necessária dor? Claro que não, a dor é o reflexo da resistência ao fluxo e processo da vida. Vida é mudança em fluxo contínuo, crescimento. 

Como fazer para sair do sofrimento? O sofrimento resulta da negação ao processo e fluxo da vida.

O sofrimento implica luta…, resistência à vida (mudança). Fomos educados para guerrear…, até nos iludimos quando nos julgamos vencedores da guerra contra o cancro, droga ou outra qualquer situação. Vou partilhar rapidamente um pouco da minha experiência. Desde muito jovem, sonhava com um mundo de igualdade e abundância para todos. Lutei, lutei pelos meus ideais, mas nada! Na minha mocidade, com a rebeldia própria da idade, tornei-me um democrata convicto que poderia contribuir positivamente para um mundo melhor. Lutei, por esse ideal e percebi que a esperada democracia se instalou e a desigualdade aumentou. Aos vinte anos deixei o conturbado mundo académico e acabei por mergulhar no mundo empresarial da alta competitividade usando o melhor que sabia e podia os talentos com que a vida generosamente me tinha presenteado. Durante década e meia, como que estivesse sobre hipnose, competi e ganhei, competi e ganhei, competi e ganhei tornando-me um vencedor.  Já a caminho dos quarenta o vazio existencial tomava conta de mim. Quanto mais sucesso mais vazio. O sucesso era a luz brilhante dum pavio de uma vela de dinamite que invariavelmente rebentava em minhas mãos. O tempo do brilho do sucesso dependia do tamanho do pavio da vela de dinamite. Lutei e quanto mais lutei, mais dor e sofrimento criei, levando-me à exaustão. Foi aí, exausto, doente e fracassado, que baixei os braços, deixei de lutar com a vida… e a vida começou a despertar. Os meus males desvaneceram-se como por milagre ou magia, comecei a saborear a vida. Descobri o que jamais os meus conceitos enraizados na ilusão dos sentidos poderiam conceber.  Consoante ia sorrindo para a vida, assim a vida sorria para mim. Descobri que existia muito mais do que alguma vez a minha imaginação poderia conceber. Quanto melhor me sentia, mais gratidão irradiava, e quanto mais grato estava, melhor me sentia.

Porque é que minha vida não faz sentido? Porque sinto que fracassei?

Durante séculos o sistema de crenças tridimensionais baseado na dualidade e separação criou títulos, ídolos, santos e pecadores, bem-sucedidos, enfim uma profusão de rótulos. Foi-nos incutido que alguns destes são melhores que nós. Que os devemos admirar ou mesmo idolatrar. Mas a verdade não é essa! Ainda te vou dizer mais, na minha ação de orientador de saúde integral, tenho encontrado esses tais bem-sucedidos que todos querem imitar. São os impecáveis segundo os padrões do pensamento oficial. São aqueles que as suas vidas são feitas de êxitos e sucessos, o modelo oficial perfeito de realização e felicidade …, mas são infelizes porquê? Porque é que procuram a minha ajuda? Porque é que são eles que sustentam os consultórios psiquiátricos? Porque é que estão no topo e são tão infelizes?…, É o paradoxo do velho sistema dualista, em que o ter se sobrepõe ao ser. Tem-se um título, que lhe dá um cargo de algo que não se é. E assim se dá um desvio atroz em relação a si mesmo.

Como fazer para que a vida faça sentido?

Caro leitor ou leitora, espero que os exemplos que acabei de descrever te possam animar, mesmo que tenhas descido muito baixo no teu percurso de vida; não o lamentes, esse foi o caminho que percorreste. Essa é riqueza que trazes na bagagem, essa experiência é o que faz de ti um ser único e te levou a ler este artigo. Há sempre uma solução perfeita, onde encontrarás uma nova liberdade, felicidade e paz. O sentimento de inutilidade e autopiedade vai dar lugar à autorrealização. A tua atitude e o modo de veres a vida vai mudar. 

Um mundo de realização e paz começa no indivíduo.

Não adianta proclamar aos quatro ventos que a ansiedade e todo o sofrimento resultam do velho paradigma dualista separatista. Ou que a ansiedade ou e todos os males do mundo são o reflexo do não confiar no fluxo e processo da vida. Antes de papaguearmos de como mudar a condição humana, precisamos mudar a nós mesmos. E isso faz parte de uma higiene diária, não se aprende em cursos nem em livros, é preciso praticar. Hoje é fácil encontrar pequenas comunidades onde a prática diária dos seus membros é ser o que desejam que o mundo seja.

Espero que o acabaste de ler te tenha feito sentido. Agora que sabes que não estás sozinh@ podes decidir ficares com quem precisa ou juntares-te a quem faz acontecer.

Fico a aguardar a tua partilha de experiências,

António Fernandes

Viver adormecido num mundo frenético

Viver adormecido num mundo frenético

adormecido

A informação é o que determina o espaço e o tempo”
Prof. David Bohm

Quem responde a estas questões no mínimo inquietantes?

A humanidade aproxima-se a passos largos do fecho da segunda década do terceiro milénio e ainda continua adormecida na velha ilusão materialista/dualista. Porquê?…

E, agora que a 5ª Geração tecnológica já é uma realidade, a humanidade continuará submetida a implacável indústria da doença?

Será que os velhos sistemas económicos e políticos (já instáveis e ameaçar ruína) sobrevirão quando a 5ª Geração tecnológica estiver instalada em todas as áreas da sociedade?

Como será o mundo quando estes velhos sistemas caducos ruírem?

Quem poderá responder a estas questões perturbantes?

Na verdade, parece viver – se adormecido num mundo em erupção. O mundo já mudou e todos o sabem…, porque é que a maioria prefere fingir que não se passa nada?…, Às vezes chego a pensar…,   “será que ninguém quer enxergar o rei nu, com medo que o julguem tolo” ou será que o novo paralisa?…,

 “O REI VAI NU”

Alguns mais “iluminados” justificam a dormência da humanidade com os jornais televisivos e os blocos publicitários com que somos bombardeados diariamente, e com os quais influenciamos as nossas decisões, levando-nos a viver de maneira inconsciente. Mas se esses iluminados estão certos, entramos num paradoxo ainda mais obscuro, ou conclui-se que humanidade vive sobre um tremendo embuste…, as instituições, que deveriam proteger, educar e esclarecer o ser humano que nasce livre, fazem o contrário, manipulam-no, formatam-no e escravizam-no.

Claro que não acredito nisso. Prefiro ver as instituições a fazerem o melhor que sabem e podem dentro dos velhos padrões obsoletos, que já não funcionam mais.

Quem vai transformar este mundo desvairado, num mundo harmonioso alegre e feliz?  

O ser humano. Eu, tu, ele. O mundo muda quando nós mudamos. Se és daqueles que dizem:

“isso é utopia, há muita maldade no mundo”, é porque ainda estás cego.

Vou contar um episódio que se passou há 20 anos. Numa reunião com uma alta responsável dos serviços sociais, expus o que acabei de escrever. A Sra. Dra.  disse que eu era um romântico sonhador. Nesse momento eu decidi fazer a minha parte “ser aquilo que quero que o mundo seja”, como ensinou Gandhi. E nos primeiros anos ouvi muitas vezes comentários do género: “é muito bonita a vida paradisíaca do António, o pior é quando for para o mundo real”.

Agora pergunto eu…, já vivi mais de ¼ da minha vida neste mundo paradisíaco e estou próximo de completar 1/3. Já viajei por vários países na busca e partilha de experiências.

Será que o meu mundo não é real?

As instituições governamentais sociais e económicas não são as mesmas?

Claro que são…, então porque que é que nos últimos 20 anos tudo flui e conspira a meu favor?

Porque é que no meu mundo não há luta pela sobrevivência? 

Será que estou louco?

Será que ver para lá da aparência e aproveitar o fluxo da vida tal qual ela se apresenta é loucura?

Não é verdade que a Casa escola António Shiva® é uma autoridade no mundo da recuperação e transformação pessoal?

Antes de responder às questões iniciais, vou exemplificar de forma simples, mas clara com resposta que dei a um email que recebi a semana passada de uma moçambicana, que faz o treino online de gestão de stress.

 “Boa Tarde querido António.

O que eu vivi no banco foram muitas coisas, mais vou começar falando dos meus primeiros anos de trabalho, quando cheguei no XXXXX eu me senti discriminada pelos colegas pensei que fosse pelo facto de eu ser duma outra província.

Fui várias vezes muito maltratada. Eu chegava no trabalho e cumprimentava a minha chefe e ela simplesmente não respondia e me ignorava com altivez.

Às vezes eu chegava no trabalho e do nada meus colegas riam-se de mim como se tivesse as calças borradas. 

Me recordo que fiquei 3 meses tirando cópias sem função especifica, e me chamavam de modelo 60, este modelo era um impresso que o banco usava para fazer varias operações, foi o pior ano da minha vida…, tanto que tive uma má avaliação de desempenho e o pior de tudo, eu nunca consegui destratar nenhuma daquelas pessoas, sofri sozinha em silêncio…, várias noites chorei e quis desistir…, mas eu me via sem opção devido à minha condição financeira, então decidi que no ano seguinte, eu queria dar o meu melhor e consegui dar a volta por cima. Fui a melhor colaboradora da agência fui a que mais vendas conseguiu fazer, mas criei uma barreira muito grande com os meus colegas porque eu sentia que eles não me queriam bem, na verdade sempre tive problemas em expressar os meus sentimentos, porque sempre tive medo de magoar as pessoas.

Os anos se passaram e os dois últimos anos foram terríveis para mim, foi muita coisa que aconteceram: a minha separação e a empresa me colocou no balcão mais chato da cidade com várias enchentes entrava as 7:30 para sair 20 horas e ainda trabalhar sábado para sair as 17, rotina desgastante, pior por causa da minha gerente que não sei porque, ela sempre me tratou mal , acredita que o ano passado ela me deu a função de atendedora do balcão e também tinha que cuidar do arquivo do banco, um trabalho que é muito pesado. Eu tinha que carregar caixas mensalmente e o engraçado é que eu tinha colegas homens mais ela queria que fosse eu a fazer aquele trabalho. Me recordo que tivermos uma reunião em que ela me tratou muito mal, tínhamos um problema e estávamos tentando resolver e os meus colegas deram as suas opiniões, mas quando chegou a minha vez de falar ela começou a gritar XXXXXX cala a boca, não fala nada! Cala a boca, não fala nada! Sabe, eu fiquei calada e assustada com aquele comportamento por parte dela, e as minhas colegas ficaram escandalizadas com aquilo, e disseram XXXXX fala, eu disse o que sentia em relação à minha ideia de resolver ou melhorar o problema que a agência tinha.  A minha gerente depois de ouvir o que falei…, disse que ela pensava que quisesse dizer outra coisa…, sabes aquilo me magoou muito e eu não fui capaz nem de lhe dizer tudo que sentia sobre isso… continuei, calada.

Então este ano as minhas crises de pressão pioraram Antonio, e fiquei sabendo que minhas colegas dizem que estou me fazendo é tudo mentira minha, só para não trabalhar e o que mais me tocou é saber que a minha gerente também tem a mesma opinião…,

Basicamente, minha trajetória resumida no banco foi essa me esforcei para dar meu melhor dei e muito e não senti nenhuma valorização do banco pois estou a 7 anos no banco e o meu salário mal cobre as minhas despesas básicas.”

  O mail desta jovem mulher de 32 anos mostra com clareza como a sua postura dualista/materialista criou stress, sofrimento, depressão, enfim uma vida miserável.

Mas como esta jovem mulher poderia ter uma vida realizadora e feliz perante a recção que recebeu quando chegou a esta cidade?

“O maná podia ter qualquer sabor que a pessoa desejasse”

Livro do Êxodo

  – Quando alguém sai ou entra num grupo, tem de existir uma reacomodação. É natural que uma jovem de 25 anos vinda da capital para uma cidade de província, cheia de força para vencer na bagagem, amedronte os funcionários acomodados na sua zona de conforto. Mais uma no grupo, agitaria inevitavelmente o funcionamento do grupo. E os mais inseguros certamente reagiram violentamente. Todos sabemos que a violência resulta do medo. Apesar de a nossa leitora, não ter a intenção de fazer mal a nenhum dos novos colegas, ela, para os mais inseguros, era uma ameaça. E, assustados, juntaram-se para bloquearem o sucesso na nova colega (claro que isto só acontece porque estamos presentes pessoas com “formação/educação” arcaica ainda baseada na competitividade ou luta pela sobrevivência). Apesar de na nova era em que nos encontramos isso já não existir, ainda persiste a síndrome de Onoda por todos os setores da sociedade mundial.

Perante esta reação do grupo (que apesar de não se correta, nem normal, é muito comum acontecer), a nossa leitora como possui uma “formação/educação” do mesmo nível dos seus novos colegas reagiu a esta atitude dos colegas, vitimando-se e iniciou-se um processo de bola de neve que culminou na queda de pressão e depressão.

Agora vou mostrar como a mente expandida e esclarecida agiria perante a reação agressiva dos colegas. Como a agressividade só resulta do medo, a primeira sensação da nossa leitora seria de regozijo, segurança e bem-estar. Não podia mudar a atitude dos colegas, mas podia agradecer por lhe terem dado e mostrado tanto poder. Esse estado de gratidão, mantê-la-ia na crista da onda, transportando-a para o lugar que merecia ocupar, que desempenharia na perfeição.

Porque tenho a certeza que seria assim? – antes de responder a esta questão vou continuar a discernir alguns acontecimentos atribulados desta nossa leitora.    “Fui a melhor colaboradora da agência fui a que mais vendas conseguiu fazer, mas criei uma barreira muito grande com os meus colegas porque eu sentia que eles não me queriam bem”,

 Aqui a nossa leitora, não largou a sua posição de vítima, mas esforçou-se para que lhe dessem valor. Mas o valor já lhe tinha sido dado, quando a hostilizaram à sua chegada e ela não enxergou. Claro que a sua postura de vitima cria predadores e agressores.

Agora sim!…, agora vou responder porque tenho tanta certeza de ser assim…,

   Hoje a física moderna ensina-nos na sua 1ª lei da mecânica quântica que possibilidades infinitas estão em cada acontecimento. E tem a 2ª lei que afirma que o observador influencia o observado. Depois vem 3ª lei que diz atrais na mesma frequência e densidade tudo que irradias.

Perante estas 3 leis da mecânica quântica a nossa leitora criou a sua infeliz realidade, como poderia ter criado uma realidade bem diferente. O poder está sempre nas mãos do observador, não do observado.

Aqui a nossa leitora como observadora não conseguiu enxergar o poder que lhe estava a ser concedido e rejeitou-o entrando no vitimismo.

Na verdade, a vida hoje presenteia-nos com “o Maná” como “pão nosso de cada dia” como na travessia do deserto do povo Hebreu. Como sabeis o maná podia ter qualquer sabor que a pessoa desejasse. Chegou a hora de acordar, sair dessa ilusão da matéria e escolher o que quer saborear de cada coisa ou acontecimento.

O texto já está a ficar longo deixo para a 2ª parte a resposta às perguntas inquietantes com que iniciei este artigo.

Fico a aguardar,

António Teixeira Fernandes 

Alcoolismo: vício ou doença?

Alcoolismo: vício ou doença?

Como libertar-se da dependência e ser-se feliz e realizado?

Este artigo tem como objetivo informar que há uma solução perfeita para todos que sofrem de uma dependência.

Apesar de a O.M. S. ser clara ao declarar o alcoolismo como uma doença crónica, progressiva, quase sempre fatal, ainda há muitos profissionais de “saúde” que a confundem com um vício. Mas a minha larga experiência nesta matéria não me deixa confortável com a pobreza da explicação.

Vejamos: vício. Significa mau-hábito ou hábito mal-aceite pela sociedade. Doença já é algo que o possuidor da doença não tem culpa e já é aceite pela sociedade. Mas o facto de ser uma doença crónica significa que não tem cura. Mas se juntarmos o fator progressivo à doença crónica, ficamos com a indicação que além de não ter cura, o crescimento é constante.

É verdade que ninguém é culpado por ser portador de uma doença, mas isso não lhe tira o 100% responsável por ela. E aí, pouco importa se é alcoólico, cardíaco ou diabético. Mas não é sobre as doenças bem aceites pela sociedade que desejo escrever (e que em muitos casos os detentores dessas doenças ainda se orgulham de as possuir, identificando-se com elas “Sou diabético” “Sou Cardíaco” “Sou etc., etc.,”).

É de alcoolismo e de outras dependências que desejo partilhar a minha experiência de mais de 40 anos a lidar com estas doenças.

Tanto o alcoolismo (dependência do álcool), como qualquer outra dependência é denominado como adição ou doença aditiva. Os princípios com que se criam estas doenças são comuns a todas as adições. São doenças de sentimentos e emoções, que se manifestam pela compulsão e obsessão e quem sofre desta doença carateriza-se essencialmente pela negação (nega a doença), manipulação e egocentrismo.

A compulsão é física e consoante a fase da doença, assim são as suas manifestações   (começa a manifestar-se pela segurança que a bebida lhe proporciona e vai avançado da ansiedade, tremores, espasmos, até ao delírio extremo em estado mais avançado da doença.). A compulsão física desaparece com a desintoxicação: 11 dias sem consumir qualquer bebida que contenha álcool.

A obsessão é mental e acompanha o “adito” por toda a vida.

 Chamam-se doenças aditivas (soma) porque quem delas sofre soma algo = (droga, álcool, sexo, internet, compras, etc., etc., etc.)  Eu + Algo = completo-me

HÁ UMA SOLUÇÃO

Apesar de a organização mundial de saúde declarar o alcoolismo ou as doenças aditivas como crónicas/progressivas (não tendo cura), há uma solução perfeita para todos que sofrem desta terrível doença. A solução chama-se recuperação (mudança).

Como é feita a recuperação?

A recuperação tem duas fases distintas: desintoxicação e transformação.

O tempo de desintoxicação varia consoante a substância e deve ser sempre acompanhada por um profissional responsável. Jamais tente uma desintoxicação sem ajuda de um especialista na matéria. Tenha cuidado com quem sugere a redução ou desmame do álcool ou drogas. Apesar de poderem ter boa vontade em ajudar, demonstram total ignorância no processo de desintoxicação da dependência. O desmamar ou reduzir uma droga num corpo dependente pode ter efeitos desastrosos com danos irreversíveis.  Mas eu vou explicar porquê.

O desmame ou a redução só resulta para quando existe o abuso do consumo, mas não se é dependente. Mas se não é dependente, também não se justifica reduzir.

 Vou esclarecer melhor

Vou dar o exemplo dos militares Portugueses que partiam para a guerra colonial (Guiné, Angola, Moçambique). Os militares saíam de Portugal alcoolizados e chegavam 24 meses depois alcoolizados. Passaram 24 meses alcoolizados, mas chegavam e cerca de 90% passava a consumir socialmente enquanto os outros 10% eram dependentes (alcoólicos). E da dependência já não se volta ao consumo social. Aqui podemos perceber que um consumidor abusivo que ande alcoolizado durante meses ou anos, pode não ser dependente (alcoólico). Vou dar outro exemplo: nos anos 90 um grande amigo meu teve um problema conjugal. A esposa abandonou a casa e ele entra em negação à realidade e alcooliza-se diariamente durante seis meses. No final de 6 meses é chamado à realidade e passa a beber socialmente até hoje.

Porque é que um dependente de álcool ou drogas nunca deve reduzir ou desmamar?

Porque a dependência como foi visto atrás é uma doença compulsiva obsessiva.

Cada vez que reduz a droga ou o álcool o organismo defende-se através da compulsão estreitando as possibilidades de desintoxicação. Por outras palavras, cada vez que se reduz, inicia-se um processo de desintoxicação com o pico às 72 horas acompanhado de todos os sintomas físicos inerentes à desintoxicação. Mas como continua a consumir a droga, gera-se um desgaste físico e emocional atroz…, para quem já se sente impotente e fragilizado.

Penso que ficou esclarecido que um bebedor abusivo não é necessariamente um alcoólico e um alcoólico pode não se embriagar. Quero também esclarecer que o alcoolismo é como uma gravidez. Assim como não há muito ou pouco grávido, também depois de ser dependente, não há volta atrás. Só a desintoxicação e a recuperação trazem uma vida de qualidade e realização.

O esclarecimento apesar de não estar longo, tem muita informação a ser digerida. Para não gerar confusão comprometo-me aqui a esclarecer todas as tuas dúvidas.

E aguarda pelo próximo artigo que te mostra passo a passo como se faz a recuperação de dependente para uma vida plena de bem-estar e realização.

Até breve.

 Expõe as tuas dúvidas.

 António Fernandes

O degelo da ignorância

O degelo da ignorância

“Cético é o que orgulhosamente pensa que não há nada no universo que ele não conheça. Iluminado é o humilde que pede todos os dias a expansão da consciência, para as verdades que desconhece”.
Tirado do programa da semana de expansão da consciência da Casa Escola António Shiva® 

A humanidade passa neste momento pelo processo mais radical de mudança. A onda de mudança e ascensão que varre a humanidade de oriente a ocidente, move-se simultaneamente para a frente e para cima. Ascensão e expansão da consciência, ao contrário das grandes mudanças do passado que somente evoluíram materialmente na horizontal.

Esta grande ascensão ou expansão da consciência, não contempla alguns em especial, mas toda a humanidade por igual. As crianças nascem a cada dia que passa mais evoluídas espiritualmente e aqueles que já foram líderes e bem-sucedidos, e que de alguma forma esperavam o retorno aos “bons velhos tempos”, despertam para a verdade que o passado já passou e inteligentemente abrem as mentes ao desconhecido e expandem as suas consciências.

Tudo está a evoluir na mais perfeita perfeição. Mas apesar deste processo de mudança ser a ascensão a um mundo melhor, com as novas gerações a serem “vacinadas” conta a egoesclerose, ainda há quem seja tentado a acreditar que as coisas estão a piorar. É verdade que têm vindo à luz por todo o mundo situações de abusos de toda a espécie. Desde a manipulação e abuso de poder de instituições ditas defensoras dos direitos humanos, até aos casos mais nojentos de abuso e perpetuação da pobreza e vitimismo. O expor à luz tamanhas atrocidades é o estripar de pequenos cancros que contaminam o mundo e a humanidade. Apesar da aparência tudo está a fluir na perfeição. Em vez de julgarmos pela ilusão dos sentidos o que está a acontecer e apontarmos o dedo seja a quem for, é preferível reconhecermos quanto somos responsáveis pelo despertamos para mudança e sermos na íntegra o que na verdade queremos que o mundo seja. Na verdade, é importante alegrarmo-nos e regozijarmo-nos quando vêm à luz esses tumores ocultos independentemente de quanto nojentos possam ser, pois é isso que nos dá a mudança consciente e responsável.

É urgente acertar o passo e entrar na nova dança da vida. Mas não existe nada de mal, em o processo de mudança exterior se desenrolar a uma velocidade vertiginosa e a vida dos que despertam para a mudança, passar por um processo lento de transformação. Essa falta de sincronia deve-se basicamente às velhas formas de pensar. Precisamos não esquecer que fomos treinados por pais, professores e circunstâncias para a luta pela sobrevivência. E apesar de já termos passado a fronteira da nova era e deixarmos para trás a selva do “salve-se quem puder”, ainda há quem sofra de síndrome de Yokoi, o soldado japonês que lutou durante 29 anos contra tudo e contra todos, recusando aceitar que a guerra tinha acabado. Quando se entra nesse estado de demência (doença), pouco ou nada há a fazer, além da pedagogia do exemplo, que mesmo assim, cegamente a obsessão rejeita enxergar.

Além dos doentes com o Síndrome de Yokoi, escravos da negação à mudança, também existem pessoas nesta nova era que apesar de querem entrar no fluxo sua vida é um caos. Porquê?

Basicamente porque se tenta interpretar os conceitos da nova era com a dualidade da velha era. O primeiro e talvez maior obstáculo é a separação. É urgente descongelar a separação dualista. Crítica e elogio, bem e mal, certo e errado, bonito e feio são os dois extremos de uma coisa só.  Apesar de este conceito da moderna física quântica não trazer nada de novo, é o tapete com que se faz o caminho da realização plena, ou se entra no fluxo do bem-estar, sucesso e verdadeira riqueza.  

No início, quando começamos a admitir que o mundo já mudou e que nada voltará a ser como antes, somos confrontados com uma nova pedagogia e geramos muita confusão com o tentar entender os novos conceitos. Até é normal…, mas aos poucos começamos a sentir que para que uma nova realidade prazerosa possa fluir mais simples e rapidamente o segredo é não tentar perceber. É somente ser. E rapidamente sentimos que tudo acontece de acordo com um plano mais amplo. Tudo está no caminho certo. Só é preciso não julgar o que parece ser. Esse é um trabalho pessoal que cada um tem de fazer a seu tempo/ritmo.  

Não podemos ignorar que a evolução é um processo que contempla o todo, não é um rasgo individual deste ou aquele iluminado. Enfim a expansão da consciência não se faz num estalar de dedos, é preciso ter-se consciência que as velhas instituições criadas pelo sistema de crenças tridimensional, apesar de instáveis e à beira da ruína, ainda detêm o poder e só se extinguirão, apesar de estarem frágeis, quando uma nova consciência for dominante na humanidade. É assim que a evolução funciona. Os tempos são novos e as mudanças estão presentes em todas as áreas. Sociais, financeiras, laborais, familiares. Muitos dos conceitos e crenças que funcionaram bem no passado ou estão a desaparecer ou manifestam-se de forma superior e melhor. A saudade dos velhos tempos, simplesmente impede que a pessoa experimente novas e melhores formas das coisas que tem saudades.

 Resumo simplesmente para o facto que o mundo já mudou e que a humanidade entrou para um mundo de possibilidades infinitas. Não adianta negar, a expansão da consciência conduz-nos para um mundo de infinitas possibilidades e é a própria consciência que faz as escolhas das possibilidades.

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Até breve,

António Fernandes

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