faça-se luz

Nas últimas semanas, deste tempo de águas agitadas, e pouco transparentes, em que chovem noticias contraditórias, em relação a algo que, ninguém sabe muito bem definir…, tenho sentido crescer a onda de aceitação (amor) e solidariedade, no mundo. Como por passe de magia, ou graças a este parar, e ficar em casa, ou até por algo, que a mente tridimensional, não consegue abranger, sente-se no ar a mudança do despertar e o alinhar com ideais que se julgavam extintos. A esperança de um mundo de paz e amor, está a ressuscitar no coração da humanidade, apesar do caos, instalado e da desagregação dos sistemas políticos, sociais, económicos detentores do “poder” no mundo.

Nesta onda de novos ideais, que trazem uma nova expectativa para a humanidade, dou por mim a observar, do ponto em que me encontro, o percurso das instituições até agora detentoras do poder, outrora respeitadas e poderosas, hoje frágeis, em ruína.

Porque é que, o processo tem de ser esse? As instituições, nascem; crescem e morrem, “num universo onde nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”?  Porque é que, precisamos de novos idealistas? Ou será que tudo é perfeito da forma que é? Porque é que, estas perguntas perturbadoras me perseguem quando todos sabemos, que a natureza, é sempre sábia e justa? Será o Covid-19, “fruto” da sabedoria e justiça universal? Vou deixar aqui alguns ideais, que prometiam um mundo maravilhoso, mas acabaram por se distorcer e escravizar o homem moderno.

Ainda…, há bem pouco tempo, no início do ano, eu perguntava a um antigo colega de seminário, porque é que, os bons ideais sociais, acabam deformados e adulterados? Iniciou-se uma grande explicação filosófica, que não explicava grande coisa…, mas que, me criou ainda mais dúvidas, e me flagela a mente com uma hipotética espécie de hipnose psicótica coletiva. Jamais ousaria escrever sobre este episódio, se não estivesse animado com a grande onda de esperança, que invade a humanidade.  

 Então vamos lá, dar como primeiro exemplo a educação liberal, idealizada para ativar a criatividade e desenvolver a mente com o propósito de somar novos sentidos à vida. Mas na verdade este ideal da educação liberal, que prometia liberdade poder e sabedoria, rouba a liberdade, sabedoria e poder de crescer formatando para um emprego (cargo), que amordaça a essência e o poder divino inerente ao ser humano.

Posso dar como segundo exemplo o ideal de Adam Smith, o pai da economia moderna, ou capitalismo idealizado para dar capital a todos; mas, o que acontece é que vivemos a mesma lacuna do feudalismo. Entre ricos e pobres, existe um fosso que se alarga a cada dia que passa…, como é que, este ideal, foi tão distorcido? Espero que o Covid, ajude a fechar o fosso que separa a pobreza da riqueza, assim como o fez ao buraco do ozono.

Como terceiro exemplo, dou a causa onde investi o meu sonho de adolescente. A democracia, o ideal de um “governo pelo povo e para o povo”. Mas, o que de facto, acontece com esse ideal político? Os nossos políticos na ânsia de poder, deixam-se enlear pelos órgãos de “informação”, que os transforma a seu belo prazer em testa de ferro das grandes organizações. Na verdade, quem detêm o poder e governa são as grandes organizações, não os políticos eleitos pelo povo.

Há outros ideais, como os da Fundação Carnegie fundada em 1905, por Andrew Carnegie, que no puro ideal humanitário equipou da mais moderna tecnologia científica as Universidades de medicina, acabando em menos de 50 anos com o estudo de Hipócrates (pai da medicina) em todo o mundo. Criando-se assim a poderosa e muito bem organizada indústria da doença.

 Poderíamos para terminar por falar do ideal religioso que tem como finalidade promover, valores e princípios espirituais, e levar a esperança de uma vida mais próspera e feliz, aos mais afastados de uma vida com sentido. Mas que a cada dia que passa, tornam-se cada vez, mais cúmplice do sistema e da política.

Onde é que erramos? Porque é que os bons ideais, acabam deformados e adulterados? Poder-se-ia certamente arranjar milhares de explicações filosóficas, até científicas para esse fenómeno, instalado em todas as áreas da sociedade moderna. Mas afinal o que é que a Pandemia ou o Covid tem a ver com isso?  Não tem nada a ver? Ou tem tudo a ver? Neste momento está a despertar a consciência colectiva, para os problemas sociais a uma escala global. Apesar do aquecimento global, e a ameaça de guerra nuclear, que pairava no início do ano, ter ficado para segundo ou terceiro plano, a crise económicas a escala global, ameaça colapsar o mundo. Apesar do esforço do sistema, para remendar os buracos económicos, não há pano que aguente mais remendos. “O saco arrebenta pelas costuras”.

Enfim…, já expus à luz, o que tanto me tem consumido, nos últimos dias. Sinto-me liberto, alegre e feliz, convicto que, com o novo paradigma unicista, da moderna física quântica, os ideais estão protegidos de adulteração. Se tens uma opinião ou explicação pela matéria, por favor não hesites…, permite que se faça luz.

Incondicionalmente disponível,

António Fernandes   

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